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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Esquadrão Suicida: análise do filme e das polêmicas geradas.





Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Esquadrão Suicida se passa pouco após a morte do Superman em “Batman v Superman”. Amanda Waller recruta meta-humanos para compor um grupo literalmente suicida de agentes. Seus dons são os mais variados, indo desde a psicose (Arlequina) até o poder sobrenatural (Magia). Mas todos são extremamente letais.


Waller é a mais fria de todos os vilões. Ela planejou cada detalhe para tê-los sobre seu comando, ainda que seja uma empreitada perigosa, imprevisível. Lidar com assassinos é algo potencialmente fatal, mesmo que você seja um dos assassinos.

“Sabe qual é o problema dos meta-humanos? A parte humana.” (Amanda Waller)


As cenas do passado de cada vilão ficaram bem interessantes e evitaram uma abordagem mais longa deles. Uma dessas cenas mostra o romance entre a Arlequina e o Coringa, com destaque em uma cena idealizada por Alex Ross. Vejam abaixo e comparem:


Os integrantes do que seria uma Legião do Mal são manipulados por Amanda que tem, teoricamente, tudo sobre controle. A  capacidade de manipulação dela é surpreendente, revelando uma parcela do mal que ela pode proporcionar. A reunião de vilões meta-humanos, segundo a própria Amanda Waller, é uma corrida do ouro. Seres superpoderosos estão sendo reunidos em outros lugares – uma referência à Liga da Justiça?
Uma pequena reviravolta ocorre por conta do amor. Sim, o bom e velho amor que já moveu nações e promoveu mortes atua novamente. Dessa vez, o Coringa entra em cena. Além de alucinado e mortal, ele sabe o poder que o dinheiro tem. E é com esse poder que ele irá arrumar os subsídios para buscar sua amada.
O roteiro acelera para apresentar um vilão inesperado e a agregação de uma vilã já prevista. As cenas passam de forma apressada e dão pouco tempo ao espectador para compreender o que está ocorrendo. Apesar disso, é possível perceber que um mal ancestral está entre os humanos.
A retomada da ação mostra a equipe sendo preparada para o combate. Midway City (?) foi atacada por uma entidade com poderes incalculáveis, um ser tão antigo quanto a História. O tempo do recrutamento acabou. É hora de matar para sobreviver.

P.S.: enquanto isso, o Coringa continua articulando a retomada da mulher que, de certa forma, ama.

Aos muitos trancos e barrancos, o Esquadrão chega a Midway City. Mortos por toda parte, incêndios e criaturas dispostas a destruí-los. Nessa ocasião que as habilidades reais de alguns deles são mostradas. Um dos pontos fortes está no humor da Arlequina e do Capitão Bumerangue.

A função da equipe, inclusive o pessoal de apoio, é resgatar uma pessoa importante em Midway. Não importa o número de baixas, desde que essa pessoa seja resgatada. Óbvio que isso provoca no espectador a mesma sensação ruim de O Soldado Ryan, guardadas as devidas proporções, óbvio.

Mais do que um simples filme de heróis (???), Esquadrão Suicida serve para refletirmos sobre o lado humano de pessoas mergulhadas na escuridão. Por mais “fodão” que alguém queira se mostrar, sempre haverá algo que o emociona, algo que ele ama e o mantém, bem ou mal, incluído na categoria ‘ser humano’. É justamente nesse ponto que o diretor e roteirista David Ayer encontrou um ponto de apoio para dar consistência à trama. 

O que decepcionou alguns fãs?

As expectativas foram enormes em parte pelo tom humorado, o uso de vilões como protagonistas, a presença de Will Smith, mas, sobretudo, por causa dos trailers memoráveis. Quer um exemplo?


Eu gostei demais do filme. Há humor, Will encaixou muito bem no papel de Deadshot, o Coringa teve uma presença rápida (não é um filme do Batman, lembram-se?), porém sempre alucinada, além das caracterizações ótimas dos personagens e, inclusive, a busca de um aprofundamento psicológico das motivações e nuances das personalidades deles. 
Eu recomendo Esquadrão Suicida como um bom filme baseado nos quadrinhos. É um começo decente e louvável para algo que muitos de nós jamais veríamos se não fosse a coragem da DC de montar uma história assim. Tal como ocorreu com o primeiro Thor, da Marvel, Esquadrão teve suas lacunas, talvez motivadas pelo pouco tempo do filme. Uma versão estendida será muito bem recebida pelos fãs.


A trilha sonora é impecável e a simples presença de Zack Snyder como produtor executivo já era uma garantia de material, no mínimo, condizente. 
Um outro detalhe que não pode passar: vocês vão odiar a Amanda Waller interpretada por Viola Davis.
Enfim, após mais de duas horas de filme, posso afirmar que há futuro na franquia. Todos os atores se esforçaram para incorporar os traumas e a maldade por trás de cada vilão. O mesmo ocorreu com o elenco que interpretou os chamados "normais". 
E se você queria mais do Coringa, algo cobrado demais pelos fãs extremistas, pode ficar tranquilo. É certo que teremos outro Esquadrão Suicida, assim como em breve teremos o filme solo do Batman. E é claro que o senhor C. estará lá.
Críticas ao filme? Sim, sempre haverá. Eu, contudo, prefiro apontar o lado promissor e coerente de uma empreitada corajosa. Que as portas do Arkham sejam abertas!
Cena excluída na versão para o cinema
P.S.: muitas cenas dos trailers não foram incluídas no filme. Os motivos? Um deles é justamente o fator 'perda de impacto' com tanta coisa revelada neles. Um exemplo? Capitão América - Guerra Civil, cujos trailers quase entregaram todos os melhores momentos. Tenham paciência e aguardem a versão completa em Blu-ray, não irão se arrepender.


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