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domingo, 9 de outubro de 2016

Entrevista com José Roberto Vieira, autor do clássico steampunk O Baronato de Shoah




Entrevista do escritor José Roberto Vieira gentilmente cedida ao Apogeu do Abismo. O autor é uma das referências no steampunk nacional e um amigo virtual de longa data. 
J.R. Vieira já foi citado por escritores consagrados, sua obra recebeu elogios no podcasts Ghostwriter, Papo na Estante, Cabuloso Cast, entre outros. Seus novos projetos, o que aguardam os leitores do universo do Baronato de Shoah, referências que o inspiraram... tudo isso e muito mais está aqui nessa aguardada entrevista. Sucesso ao escritor!

J.R., acompanho seu trabalho há algum tempo pelo twitter e outras mídias. Entretanto, não há muitas atualizações quanto ao Baronato de Shoah e suas demais empreitadas na literatura.
Assim sendo, questiono:
O autor J. R. Vieira

O Baronato tem previsão de novas publicações? Quantas?

Atualmente o Baronato possui mais uma publicação, o terceiro livro, chamado “O Emissário do Leste” e que visa fechar a primeira saga do mundo de Nordara.
Depois dele eu planejo escrever mais um livro neste mundo, chamado Crônicas da Kabalah, que é um romance fix-up. A meu ver há espaço para muitos e muitos livros neste universo, ainda.

Quais as mídias e livros que o inspiraram a escrever o Baronato?

São muitas as mídias que me ajudaram a escrever o Baronato. Minhas principais inspirações foram “A Casta dos Metabarões”  de Alejandro Jodorowsky; “A Torre Negra” de Stephen King e a série de jogos Final Fantasy (principalmente o 6).
Como um escritor desta nova geração eu me mantenho em contato com várias mídias, me mantenho conectado, gosto de mangás (como Full Methal Alchemist ou Trinity Blood), comics e graphic novels de todos os tipos.

Há autores nacionais que lê? Eles o influenciam?

Eu leio de tudo, desde bula de remédio até poesia surrealista. Além das obras clássicas brasileiras, que eu adoro, também gosto de acompanhar autores novos.
Na minha lista de leituras recorrente eu tenho quase todos os autores da Draco, por onde publico minhas obras: Gerson Lodi-Ribeiro, Carlos Orsi, Eduardo Kasse, Ana Merege, Kassia Monteiro, Karen Alvares. Também já li algumas coisas da Roberta Splinder, que considero excelente, do Enéias Tavares e muitos outros.
Agora que você me perguntou e parando para pensar, percebo que nos últimos quatro anos tenho lido muito mais autores nacionais que estrangeiros.

O Baronato irá ganhar uma versão quadrinizada ou um R.P.G.?

Há a ideia de fazer uma quadrinização de O Baronato de Shoah, no momento estou parado com este projeto devido aos estudos no exterior. Na verdade eu perdi alguns prazos por que estava estudando para um mestrado e as minhas anotações sumiram!
Um R.P.G de Nordara, o mundo de o Baronato de Shoah, nunca foi descartado...

Você tem obras cujo tema é o terror?

Nunca me interessei em escrever histórias de terror, mas eu também nunca li muitas delas.


Como está o mercado editorial canadense? Ele é aberto aos escritores brasileiros?

O mercado editorial canadense, diferente do brasileiro, é mais fechado a obras internacionais. É estranho pensar que um país tão receptivo seja tão protecionista, mas acho que isso se deve a um fator histórico: o Canadá, diferente do Brasil, nunca teve uma “literatura nacional” até bem pouco tempo atrás. Eles não possuíam grandes clássicos do início do século, só livros que eram trazidos do Reino Unido e dos Estados Unidos.
Conforme o tempo passou e graças a grandes investimentos do governo, o Canadá conseguiu criar seus clássicos e hoje eles valorizam MUITO seu mercado interno.
Ir para uma livraria no Canadá hoje em dia é a certeza de ver muitos livros canadenses nas prateleiras, talvez com tempo e muita dedicação eu conseguisse ingressar no mercado, mas isto não é algo que eu tenha procurado muito.
Por enquanto estou me focando mais no mercado nacional, investindo aqui e tentando me fortalecer por aqui.


Qual sua visão sobre o Steampunk no Brasil?

O Steampunk no Brasil tem crescido bastante. Nós éramos alguns grupos no eixo Rio-SP, mas nos últimos anos o movimento cresceu bastante, com grupos por vários estados e cidades.
Hoje nós também temos mais romances do gênero, além do Baronato temos o Le Chevalier de A.Z. Cordenonsi; Brasiliana Steampunk, do Enéias Tavares; Homens e monstros, de Flávio Medeiros Júnir. E, desculpe a ignorância, mas só conheço a Nikelen Witer (curiosamente, Cordenonsi, Tavares e Witer são de Santa Maria!).
No entanto, eu acredito que o Steampunk ainda pode crescer mais, tornando-se uma literatura e um movimento cultural tão poderoso quanto Harry Potter ou Senhor dos Anéis.
Com o Baronato de Shoah eu sempre tive em mente criar um universo steampunk fantástico, algo como um Star Wars Retrofuturista!

Em sua opinião, os blogs são importantes para o escritor ou podem também prejudicar?

Os blogs são extremamente importantes e foram eles que mudaram a cara da literatura nos últimos anos no Brasil. Eu acredito que sem eles e sem o incentivo dos blogs nós ainda estaríamos brigando por espaço nas livrarias.
Blogs tornaram-se formadores de opinião, isto os torna um dos focos referenciais dos adolescentes e jovens da atualidade.
Ao mesmo tempo os blogs e vlogs precisam ser mais responsáveis, aprender a receber críticas e a trabalhar junto com os escritores e as editoras.
Juntos podemos ser mais fortes!

Pretende lançar algo em parceria? Haverá livros fora da temática steampunk?

Uma vez, em uma conversa muito informal, eu e o Octavio Aragão conversamos a respeito de escrever em parceria; mas acabamos nos perdendo no meio do caminho...

Sim, eu tenho livros fora da temática Steampunk. Meu próximo projeto se chama “Hinos da Inssurreição” e fala de super heróis no Brasil durante as manifestações de 2013-2014.
Claro, além deles eu tenho mais duas ideias, que espero rascunhar em breve: A Ordem dos Dragões, que seria uma obra envolvendo magia do Caos e teorias da conspiração; e Taenarum, a minha tentativa de escrever uma “high fantasy”...

Um booktour é uma alternativa para divulgação da obra de um escritor?

Acho que hoje em dia há formas mais fáceis de fazer divulgação. A Draco, por exemplo, oferece livros gratuitos para seus parceiros através de uma ação com a Amazon.
Eu não descarto nenhuma opção, claro. Quanto mais divulgação, melhor.


Amigos, espero que essa entrevista tenha sido esclarecedora e, sobretudo, inspiradora. As obras de J.R. Vieira são de alto nível e merecem nosso prestígio. Acompanhem mais do autor nas redes sociais:
Facebook - José R. Vieira autor.
Twitter - Zero.








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