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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Antes de partir: análise de uma obra inesquecível.





Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Essa é uma análise de filme diferente das que já fiz. Os motivos? Bem, talvez o principal motivo seja a reação que tive durante o tempo em que o assisti. Honestamente, foi emoção do início ao fim. Poucos foram os filmes, livros, quadrinhos ou peças teatrais que me emocionaram tanto. Talvez, no cinema, apenas À espera de um milagre e O Homem Bicentenário tenham me impactado tanto. Mas não é apenas isso, já que The Bucket List também tem interpretações marcantes, frases que levam à reflexão e um enredo que, apesar da aparente simplicidade, é brilhante.

A trama coloca dois homens com vidas e comportamentos totalmente antagônicos. Um deles é o ranzinza e rico Edward Cole (Jack Nicholson), dono de uma das maiores redes de hospitais dos EUA. O outro é o mecânico e inteligentíssimo Carter Chambers (Morgan Freeman). Mesmo com vidas diferentes, o destino os une através do câncer. Mais do que isso, a notícia de que terão apenas poucos meses de vida os põe em um dilema: o que fazer durante o tempo que resta? É aí que surge a lista que move o filme e comove a plateia. Eles decidem que irão viver suas maiores aventuras no tempo restante, porém não sabem que essa decisão irá mudá-los de uma forma imprevisível e emocionante. É o início de uma bela amizade...


Versão dublada ou legendada.


Para ser honesto, ambas as versões cumprem com seu papel. Entretanto, a versão dublada está magnífica. Jack Nicholson é dublado por Júlio Chaves. Morgan Freeman é dublado pelo grande Marcio Seixas. Só a presença desses dois talentos já faz com que a versão dublada seja a minha preferida, mas é fato que a dublagem, por si só, confere ao espectador a possibilidade de dedicar maior atenção às cenas do filme.

Eu sei que há muitos puristas que ignoram as dublagens, porém sei que esse filme, recheado de talentos e vozes marcantes, irá fazê-los rever esses (pre)conceitos.
Hoje, não consigo desassociar a figura de Morgan Freeman do dublador Marcio Seixas, tal foi seu trabalho impecável em Antes de Partir.

Viver intensamente.


A partir da descoberta da sentença de morte, por intermédio do câncer, os dois resolvem partir para viver seus desejos e sonhos. O financiamento de suas viagens e loucuras (no bom sentido) fica por conta de Edward. Carter, por sua vez, inicia de forma tímida a incursão, mas acaba ganhando empolgação conforme vê que esses são momentos que marcarão sua vida e moldarão ainda mais seu caráter. 


Uma nova chance.


Cumprir com cada um dos itens da lista é uma meta difícil e recompensadora. Carter e Edward acabam estreitando a amizade que começou de forma incomum, mas certamente jamais imaginariam que havia tanto em comum. Pouco tempo juntos é o suficiente para perceberem que a palavra "amigo" não depende de longevidade, mas de verdade e comprometimento. 

Eles vão realizando seus sonhos e moldam um novo destino a cada passo. Os homens que iniciaram a aventura voltarão... bem melhores do que partiram.
Diante de tantas descobertas e conhecedores de novos horizontes, eles retomam suas vidas, prontos para viver o pouco que resta e, principalmente, retomar as rédeas do destino e corrigir erros que poderiam passar despercebidos.

Lições embutidas na história


Antes de Partir é uma ode à vida. Cada passagem leva o espectador a pensar sobre seus valores, o comportamento junto à família e, sobretudo, o que ele faz com o tempo que lhe resta. Aliás, uma mensagem inesquecível do filme aborda justamente o tema do tempo, ou melhor, do uso do tempo que temos de forma correta, justa.

Outro ponto nítido é a valorização aos bens materiais. Edward Cole é um homem cheio de riquezas, realizado e admirado por muitos. E de que valem todas essas riquezas quando confrontadas com a solidão que ele vive? Ter pessoas por perto não é sinônimo de companhia. Só quando o homem rico conhece o mecânico em seu quarto de hospital é que ele começa a perceber o quanto sua vida é vazia, mesmo preenchida por tudo aquilo que o dinheiro pode comprar.

Amizade real.


Não pensem que o dinheiro, as viagens e as aventuras uniram Edward e Carter. Na verdade, esses itens apenas os levaram a se conhecer melhor, a aprender (em um curtíssimo espaço de tempo) os limites e a capacidade de cada um. Muito além de uma simples viagem de despedida, recheada por luxo e dinheiro, a busca deles era para reencontrar algo que eles acabaram deixando para trás. Eles tiveram a coragem de partir em uma jornada de redenção e autoconhecimento como poucos filmes foram capazes de mostrar. 


O café.

Esse é um dos pontos engraçados do filme. O luxo compra muitas coisas, fato. Será que as pessoas com capacidade para ter tais luxos sabem o que há por trás deles? E o que dizer de alguém que só bebe o mais caro café do mundo? Vejam o filme na íntegra e se preparem para boas risadas.



The bucket list.

Cada um dos itens será alcançado? Será que alcançar as metas é o que realmente importa? Todas essas questões serão respondidas com o decorrer da narrativa de uma forma ou outra. Acompanhar as realizações de cada uma das metas é um prêmio para nós, meros espectadores. Serão lições que jamais cairão no esquecimento...


Interpretações.



Além das inesquecíveis interpretações de Jack Nicholson e Morgan Freeman, Antes de Partir conta também com ótimas atuações como: Sean Hayes no papel do assistente Thomas, Beverly Todd como a esposa de Carter, Virginia, e Rob Morrow como o doutor Hollins. Óbvio que há outros atores de grande presença (ainda que rápida) e entre eles eu destaco a atuação breve e convincente de Rowena King como a sedutora e bela Angelica.
Volto a frisar as ótimas e marcantes atuações de Freeman e Nicholson, porém é muito importante ressaltar que eles me fizeram esquecer durante todo o filme que se tratava apenas de atores atuando. Eles são tão especiais no que fazem que me convenceram serem realmente Edward e Carter, pessoas que nós, como público, aprendemos a amar por causa da atuação dos dois atores.

Direção e roteiro.

Antes de Partir foi dirigido por Rob Reiner. Ele tem grandes filmes como diretor e entre eles podemos citar Conta Comigo, Louca Obsessão, Questão de Honra, Fantasmas do Passado, O Reencontro (também com Morgan Freeman no elenco), entre outros. Tenho plena certeza de que o sucesso deste filme se deve também à direção impecável de Rob que também é ator e continua atuando até os dias atuais.
O roteiro é de Justin Zackham, sendo este seu melhor trabalho até o momento. Ele também já foi diretor.


Elenco principal do filme:


Jack Nicholson (Edward Cole)
Morgan Freeman (Carter Chambers)
Sean Hayes (Thomas)
Beverly Todd (Virginia Chambers)
Rob Morrow (Dr. Hollins)
Alfonso Freeman (Roger Chambers)
Rowena King (Angelica)
Annton Berry Jr. (Kai)
Verda Bridges (Shandra)
Destiny Brownridge (Maya)
Brian Copeland (Lee)
Ian Anthony Dale (Instrutor)

Trecho do filme.

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