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sábado, 25 de junho de 2016

Os mais novos livros da Companhia das Letras




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O dono do morro, Misha Glenny (Tradução de Denise Bottmann)
A vida de uma cidade é a história de sua gente – de seus intelectuais e comerciantes, de seus trabalhadores, policiais e bandidos. A menos que estes últimos estejam mortos, para o repórter será sempre mais conveniente tratar dos outros. No entanto, em certas sociedades o bandido tem grande força simbólica, e dar as costas a ele é abrir mão do bom trabalho jornalístico.
O Dono do Morro toma o caminho difícil ao contar a história de Nem da Rocinha, que está tão vivo quanto o leitor. Em novembro de 2011, ao ser preso, Nem era o criminoso mais procurado do Rio de Janeiro, se não do país. Misha Glenny vai encontrá-lo na prisão, e o que se segue é tanto a ascensão e queda de um traficante como a tragédia de uma cidade.
Numa tarde de 2000, Antônio Francisco Bonfim Lopes “subiu o morro como Antônio e desceu como Nem”. Em minutos, passou de trabalhador exemplar a bandido. O Rio é pródigo em episódios de conversão ao crime, mas raras vezes eles se apresentam com essa clareza trágica – com motivação, hora e local perfeitamente determinados.


O instante certo, Dorrit Harazim
A fotografia mudou o mundo. Há cliques que alteraram o rumo da história, os costumes da sociedade, os hábitos privados e coletivos. Neste O instante certo, a premiada jornalista Dorrit Harazim conta a história e as histórias de alguns dos mais célebres fotogramas já tirados. Com o olhar menos interessado em aspectos técnicos do que em aspectos humanos, Dorrit enxerga para além de jogos de luzes e sombras, mirando sempre nas narrativas que as fotografias por vezes revelam e por vezes ocultam.
Assim, registros da Guerra Civil Americana propiciam uma rica análise dos avanços tecnológicos da fotografia e de como eles mudaram a reportagem de guerra. Uma fotografia na cidade de Selma é um relato da trajetória do movimento pelos direitos civis, e uma série de retratos de um casamento inter-racial serve para alterar a visão de uma nação sobre seu próprio racismo. No Brasil, uma mudança na lei trabalhista tem como fruto um dos mais profícuos retratistas do país, e o acaso e a sorte levam outro talentoso fotógrafo ao sucesso internacional.
Num dos momentos mais emocionantes do livro, Dorrit conta a história do fotógrafo que registrou os pertences de dezenas de internos de uma instituição psiquiátrica desativada. São malas, bolsas e inúmeros cacarecos, um labirinto pessoal e afetivo de gente que foi esquecida e abandonada pelo tempo, e cujas memórias são resgatadas por essas imagens. Da mesma forma, Dorrit narra a vida da misteriosa Vivian Maier, uma babá de vida pessoal discreta que, após a morte, foi revelada como uma grande fotógrafa e retratou como poucos a sua cidade e a sua sociedade. Neste que é seu primeiro livro, Dorrit Harazim nos guia não apenas através das imagens, mas de um universo de histórias interligadas, acasos e aqueles breves instantes de genialidade que só a fotografia pode captar.


Pé do ouvido, Alice Sant’Anna
Pé do ouvido se inventa como um poema de formação, gênero que, como se sabe, não existe. Nos romances assim designados, uma personagem jovem parte em viagem e, a cada experiência vivida, forja, por acumulação, sua personalidade e visão de mundo. A narradora de Alice Sant’Anna certamente é jovem, mas já rodou muitas estradas. Entre uma Brook Street qualquer e o Morro Dois Irmãos, o que ela aprende é a perder – certezas, casas ou amores -, aluna aplicada na dura disciplina ensinada por Elizabeth Bishop.


O rei, o pai e a morte, Luis Nicolau Parés
Este livro examina as práticas religiosas na antiga Costa dos Escravos, na África Ocidental, correspondente à extensão onde hoje está a República do Benim. Nesse pequeno trecho de litoral, embarcou-se parte significativa dos africanos que chegaram escravizados ao Brasil, em particular à Bahia. A obra privilegia os dois séculos que vão de 1650 a 1850, quando o tráfico transatlântico de escravos foi mais intenso.
Os principais reinos que dominaram a região nessa época foram Aladá, depois Uidá, e a partir da década de 1720, Daomé. Em razão das várias línguas faladas nessas sociedades, os deuses eram chamados de diversas formas, mas o termo mais comum era, e ainda é, vodum. Assim, o livro analisa o dinamismo e a historicidade da prática associada aos voduns, destacando sua imbricação com a vida política e econômica desses reinos. Em função da ligação histórica do Brasil com o lugar, a última parte da obra aborda questões relativas às repercussões que esses costumes tiveram na Bahia e no Maranhão.

Objetiva

Turno da noite, Aguinaldo Silva
A íntima relação de Aguinaldo Silva com a escrita começou cedo. Publicou seu primeiro romance pouco antes de completar dezoito anos e logo estreou como repórter. Sua vida como jornalista daria uma novela com lances dramáticos e episódios extraordinários, todos narrados na primeira parte deste livro, que traz as memórias de sua juventude no Recife dos anos 1960 e na efervescente cena cultural carioca da década de 1970. A partir de 1969, Aguinaldo passou a se interessar pela reportagem policial. Junto à apuração dos fatos, imprimiu um tom pessoal às matérias, produzindo textos inesquecíveis sobre o mundo do crime e da violência policial, muitos deles reproduzidos na segunda parte deste livro.

Alfaguara

A história dos meus dentes, Valéria Luiselli (Tradução de Paulina Wacht e Ari Roitman)
Gustavo Sánchez Sánchez, mais conhecido como “Estrada”, tem uma missão: quer trocar todos os seus dentes. Ele possui algumas habilidades que podem ajudar nessa empreitada, como, por exemplo, imitar Janis Joplin e decifrar biscoitos da sorte chineses. Além disso, ele é o melhor leiloeiro do mundo — mesmo que ninguém saiba disso, já que ele é muito discreto. Enquanto estuda o ofício com o grande mestre Oklahoma, Estrada viaja o mundo aperfeiçoando seu talento e nos mostra como o valor da arte e a nossa própria identidade podem ser construídos.

Companhia das Letrinhas

Bem lá do alto, Susanne Straber (Tradução de Julia Bussius)
Neste livro, um urso avista um bolo. Ele parece muito apetitoso. Mas, puxa, está bem lá no alto… Como o urso vai conseguir pegá-lo?
Um livro para crianças bem pequenas em que se mostra o quanto é bom poder contar com a ajuda dos amigos e de acontecimentos inesperados.
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