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quinta-feira, 10 de março de 2016

Primeiro salto: Apresentação. Por Mariah Alcântara.




Por: Mariah Alcântara. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Quando o Franz me disse que eu tinha espaço no Apogeu, meu coração disparou. Eu não fazia ideia do que escrever; e ainda não sei. Mas há um tempo eu li uma frase que dizia “Quando te sentires à beira do abismo apresse o passo, para frente, proibindo-se parar”, e cá estou em queda livre no Apogeu do Abismo.
Propus ao Franz falar de artes em geral, com olhos de expectadora. Não tenho a pretensão de ser uma crítica, mas sim de dividir um olhar sobre uma série de coisas que se encaixem nesse site e seja de interesse do leitor. Aliás, o espaço está aberto para comentários e sugestões de assuntos!
Para não fugir a regra começo falando de TATUAGENS! (uuuuaaaaaaaahhhhhh – onomatopeia pra me incentivar!).
Essa que vos fala tem em si uma média de 25 tatuagens, algumas já se uniram e viraram uma só. Sendo assim, para a alegria de mamãe, posso alegar que tenho umas 20! Minhas escolhas pessoais foram música, frases, literatura de forma geral. Tenho artes de vários tatuadores, entre eles tenho os renomados Renato Tatoo, Wagner Maximus, Nina Paviani, e uns em franco desenvolvimento como Alemão Tatoo e Regis Pinheiro.
A pergunta que mais ouço é “por que você fez essa tatuagem?”; e admito que, por vezes, penso em responder de forma bem clichê também dizendo “porque eu tinha dinheiro e o tatuador tinha tempo”. Mas, a grande verdade é que há um motivo sim. Cada desenho que eu escolhi conta um história, tem um significado, é uma parte da minha vida. Carrego no corpo declarações de amor, homenagens, motivação e vitórias. E sou apaixonada pelo minha pele colorida. O curioso é que não tenho nada inusitado, acho que não sou muito criativa... mas eu tenho uma história tão linda sendo contada na pele, que mesmo o desenho mais comum, em mim, é único. Eu não penso em tatuar 100% da pele, não ainda... Mas eu penso em continuar por mais um tempo. Ainda me falta a arvore da vida, eu em balões, uma Catrina, algumas palavras e citações literárias de suma importância.
Preconceito? Sim, existe! Já sofri diversos. Acho que um exemplo que muito me marcou, foi um dia no trem indo trabalhar, uma criança de uns sete anos olhou pra mim e perguntou a sua mãe, se eu também era vagabunda. Diante do meu olhar furioso a mãe tentou dizer que não sabia do que a criança falava, e rapidamente o menino replicou dizendo “mas você me disse que mulher de tatuagem é vagabunda”. Por aí, imagine o que se passa. De vagabunda a marginal, da dificuldade de arrumar emprego a ser olhada com olhos apavorados em um restaurante, tudo é possível. Sempre há quem se espante de forme boa, elogie, se interesse, mas em geral é uma galera nada convencional e que vive o preconceito na pele.
E por que não paro, mesmo passando por isso?
Ora, porque é uma arte milenar (existem muitas provas arqueológicas que afirmam que tatuagens foram feitas no Egito entre 4000 e 2000 A.C. e também por nativos da Polinésia, Filipinas, Indonésia e Nova Zelândia (Maori), tatuavam-se em rituais ligados à religião), porque que gosto das cores, dos desenhos, porque eu disponho do meu corpo e posso enfeitá-lo como me faz bem, eu conto minha história! Tatuagem é caro! Mas eu acho que é um caro que vale a pena. Tatuagem barata pode sair mais caro, seja para corrigir, apagar, ou cobrir (tenho dessas também).  Enfim, essa é a minha apresentação sobre esse assunto, que ainda tem coisas a serem ditas.
Por ora, encerro aqui esse texto que é mais uma apresentação. Adianto que em 15 dias trarei entrevistas com duas tatuadoras: uma que trabalha apenas com tatuagem, e outra que ama a arte, mas não vive dela. Vamos ver a diferença de visão, e o que cada uma tem a dizer sobre a arte da tatoo.

Aqui o feedback é livre, as sugestões também. Repito o convite: qualquer assunto que julguem interessante, mandem pra gente. Aqui é o Apogeu, é o abismo, é nosso pulo na cultura.


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