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domingo, 15 de novembro de 2015

Review de Pixels, com Adam Sandler.





Pixels é um filme que alcança um público óbvio: os fãs de games da década de 1980. Mas isso se deve, em grande parte, ao sucesso de outra obra com tema bem similar, a animação Detona Ralph, da Pixar. Ainda assim, é inegável que o filme é muito divertido e foi um sucesso de público no Brasil. 

Para crianças e adultos

Podem se preparar pois este longa metragem agradou não só aos "velhinhos" que curtiram os games antigos. Crianças - digo por experiência própria - saíram do cinema com a curiosidade aguçada sobre os jogos que aparecem em Pixels. Donkey Kong, Galaga, Pac Man e outros certamente tiveram um aumento nos downloads.

A história

Um grupo de amigos é destaque por conta de seu sucesso nos games. Um, entretanto, tem destaque ainda maior por causa de um talento incrível para superar os desafios dos jogos. O ano é 1982 e a febre por clássicos do video game serve como pretexto para o confronto entre Sam Brenner e Fire Blaster. A história deles é drasticamente modificada após essa disputa.
Os resultados de todos os jogos foram gravados e compilados para envio em uma sonda espacial, junto com outros materiais. Essa sonda é uma tentativa da Nasa para encontrar vida no espaço.
Longos anos se passaram sem que nada resultasse dessa iniciativa. Até que...

A guerra dos mundos.

Ao contrário da clássica obra de ficção científica, os invasores que veem à Terra não são tão sombrios. Com base nas imagens que receberam através da sonda, eles concluíram que estávamos desafiando-os para uma batalha. Assim, recriaram as armas que mostramos a eles, incluindo as naves, personagens e monstros dos games pixelizados da década de 80.


Heróis esquecidos.

O mundo dá voltas... 
Mesmo sendo uma frase clichê, essa é a base do retorno de Sam e seus amigos diante do desafio imposto pelos invasores. Ou a Terra vence os guerreiros espaciais em jogos ou será destruída por eles. Para vencer só há uma maneira: trazer os antigos campeões dos games (tão esquecidos quanto eles) para um jogo que irá decidir o futuro do planeta.
Sam Brenner (Adam Sandler), Ludlow Lamonsoff (Josh Gad) e Eddie Plant (Peter Dinklage) são os únicos com o conhecimento para derrotar a Armada alienígena, isso com o auxílio dos armamentos construídos pela equipe da Coronel Violet van Patten (Michelle Monaghan).
Mas nem tudo são flores. Violet e Sam se conhecem de uma forma muito diferente e eles protagonizam momentos de conflito muito engraçados.
Destaque para o atrapalhado presidente do EUA, Cooper, que mesmo na posição em que se encontra, jamais abandona o velho amigo Sam. Ele 

Baseado em um curta-metragem.

Pixels é baseado no sucesso do Youtube que tem o mesmo nome. idealizado por Patrick Jean, o curta mostra cenas que também foram incluídas (com mais efeitos) no filme da Sony.


Divirta-se acessando a página de games exclusivos de "Pixels": Arcaders.

Marketing agressivo.

Pixels foi muito divulgado no Brasil. Até Mauricio de Sousa e a turma da Mônica ajudaram nisso, incluindo uma ilustração do próprio Mauricio onde Adam Sandler e a Mônica estão juntos e também um anúncio.


Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Efeitos especiais.

A produção caprichou muito nos efeitos do filme, criando a sensação de que realmente os  protagonistas enfrentam criaturas dos games. O final apoteótico com dezenas de personagens dos antigos jogos é algo que impressionou as crianças e certamente agradou adultos.

A jornada do herói.

Sam e seus amigos passam por inúmeros contratempos no decorrer da trama. São pessoas comuns com problemas e traumas. Alguns guardam segredos, outros tem uma auto-estima baixa, mas o importante é que a invasão alienígena é a oportunidade de abandonar o passado e mostrar que talento e vontade podem se unir para alcançar a vitória.


Coadjuvantes.

Além do filho da coronel Van Patten, Matty, interpretado muito bem pelo garoto Matt Lintz, a atriz Ashley Benson convence como a Lady Lisa do game Dojo Quest, especialmente criado para o filme. Q*bert é outro coadjuvante que dá um brilho especial à trama.
A interação entre atores e personagens digitais mostra o afinco do elenco para dar credibilidade à obra.


Ponto negativo.

O único ponto negativo de Pixels ficou por conta dos trejeitos do personagem de Josh Gad. Há ocasiões em que Ludlow oscila entre um gay enrustido e um apaixonado por Lady Lisa. Por se tratar de um filme destinado a um público mais jovem, creio que não havia motivos para por em dúvidas a masculinidade do personagem, principalmente pela forma como ele encerra o filme. Ficou apelativo e desconexo.

Créditos finais.

O filme encerra com as melhores cenas refeitas em forma de game, recontando as passagens com muito humor. 
Pixels é um filme recomendado por unir humor, ação, ficção científica e games antigos de um jeito suave e agradável.


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