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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Charles Chaplin e outros autores estão entre os lançamentos da Cia das Letras.




Luzes da ribalta, de Charles Chaplin (Tradução de Henrique de Breia Szolnoky)
Luzes da ribalta se manteve inédito por mais de seis décadas no arquivo pessoal de Charles Chaplin, até ser descoberto e editado por David Robinson – crítico inglês e biógrafo oficial de Chaplin -, sob os auspícios da Cineteca di Bologna. A pungente história de Calvero, um palhaço velho, decadente e bêbado, e seu amor platônico pela jovem bailarina suicida Thereza, foi transposta para as telas com poucas alterações substanciais, e mostra um narrador em pleno domínio dos diálogos, do espaço e do tempo da ficção longa. A presente edição, ilustrada por dezenas de reproduções de documentos e fotografias do Charles Chaplin Archive, inclui um alentado ensaio de David Robinson sobre a criação do romance e do filme, bem como sobre o ambiente cultural da Londres de 1914 retratada por Chaplin.

E se?, de Randall Munroe (Tradução de Érico Assis)
Garoto prodígio da NASA, Randall Munroe tornou-se conhecido com a icônica série em quadrinhos XKCD, que passou a publicar na internet em 2005. Desde então, milhões de pessoas visitam semanalmente o site em busca dos desenhos de bonecos de palitinho e de respostas para as suas perguntas estranhas. Em busca de atender a curiosidade de seus leitores, Munroe criou o também imensamente popular What if?, um blog destinado a resolver questões como “O que aconteceria se você rebatesse uma bola de beisebol a 90% da velocidade da luz?” ou ” Qual a velocidade máxima permitida para passar de carro por uma lombada sem morrer?”. Para encontrar as respostas, Munroe cria complexas simulações computadorizadas, lê dezenas de memorandos do exército, resolve equações diferenciais e consulta operadores de usinas nucleares. Suas respostas são uma obra-prima da clareza e do humor agora reunidas em E se?, que traz as perguntas mais acessadas do site em versão atualizada e expandida e questões nunca antes respondidas.

Middlesex, de Jeffrey Eugenides (Tradução de Christian Schwartz)
“Nasci duas vezes: primeiro como uma bebezinha, em janeiro de 1960, num dia notável pela ausência de poluição no ar de Detroit; e de novo como um menino adolescente, numa sala de emergências nas proximidades de Petoskey, Michigan, em agosto de 1974.” Ironicamente, Calíope Stephanides está morando em Berlim, cidade que por décadas se viu dividida, quando começa a relembrar sua própria história, marcada pelo desvio e pela busca de unidade. Para entender o que a tornou tão diferente das outras meninas, Calíope precisa investigar segredos de família e a espantosa história de uma mutação genética que atravessa as décadas e a transformará em Cal, um dos mais audaciosos narradores da ficção contemporânea. Sofisticado, recheado de referências literárias, e ao mesmo tempo envolvente, Middlesex é uma reinvenção do épico americano, que alia as tradicionais sagas familiares à mais virtuosa narrativa pós-moderna.

Romântico, sedutor e anarquista, de Ana Maria Machado
Foi em nome do prazer que Ana Maria Machado decidiu estudar Jorge Amado, adorado pelos fãs e inicialmente saudado pela crítica como fantástico romancista. Neste livro, Ana Maria Machado passa em revista as qualidades narrativas do autor, destaca sua capacidade como contador de histórias, o realismo de seus personagens e discute pontos cruciais em seus livros, como “a fartura de visões e a opulência de recursos” em Tenda dos milagres, ou as frequentes crenças de que o futuro pode e deve ser melhor. Para os fãs e estudiosos do autor, esta edição, que abre com um prefácio da antropóloga Lilia Moritz Schwarcz, é uma oportunidade única de olhar para um dos mais importantes escritores brasileiros, sem amarras sociais ou preconceitos de classe.

Boca de luar, de Carlos Drummond de Andrade
Reunindo textos originalmente publicados no Jornal do Brasil, onde o autor publicaria sua última crônica em 1984, Boca de luar apresenta um Drummond em plena forma. Há desde crônicas que se enquadram nas convenções deste gênero tão brasileiro, até ficções e causos escritos com mão levíssima e imaginação. O material é decalcado da vida no Rio de Janeiro e da leitura de notícias, e composto com fluência e beleza numa prosa escorreita que é uma verdadeira lição de escrita em língua portuguesa. Prova da atualidade e da permanência de um escritor que, a cada nova edição, mostra por que é justamente um dos maiores clássicos da literatura brasileira.

O mundo em chamas, de Siri Hustvedt (Tradução de Ana Ban)
Harriet Burden, ou Harry, sempre foi apenas a esposa extremamente alta e um tanto desengonçada de um rico marchand. No mundo da arte, ela era um ninguém, “um ninguém não reconhecido, grande e gordo”. Seu trabalho jamais seria aceito. Depois de anos sendo ignorada ou injustamente criticada, Harry toma uma atitude extrema: decide apresentar sua obra através de três “máscaras”, homens jovens que assumiriam a autoria. As exposições são um sucesso absoluto. No entanto, quando Harry decide se revelar como a criadora por trás das criaturas, os críticos duvidam dela, especialmente quando uma de suas máscaras, o artista conhecido como Rune, nega sua participação criativa e a relega ao papel de mecenas. Apresentado como uma coletânea de textos compilados por um acadêmico depois da morte de Harriet Burden, O mundo em chamas é uma sucessão de trechos de diários, entrevistas, depoimentos e artigos jornalísticos que dão voz a Harry, sua família, donos de galeria, críticos de arte, colunistas e outras pessoas que estiveram envolvidas de alguma forma nesta história.
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