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Lançamentos literários da primeira semana de novembro pela Companhia das Letras.



Nu, de botas, de Antonio Prata. Em Nu, de botas, Antonio Prata revisita as passagens mais marcantes de sua infância. As memórias são iluminações sobre os primeiros anos de vida do autor, narradas com a precisão e o humor a que seus milhares de leitores já se habituaram, primeiro no Estadão, enre 2003 e 2009, e agora na Folha de S.Paulo, jornal em que escreve semanalmente desde 2010. Cronista de grande destaque de sua geração e um dos maiores do país, Prata é criador de bordões que já fazem parte do léxico popular – tais como “meio intelectual, meio de esquerda”, título de um de seus textos mais célebres -, bem como de passagens hilariantes da novela global Avenida Brasil, cuja equipe de colabores ele integrou. Com este livro, Prata tira do baú mais uma coleção de achados memoráveis – pronto para figurar nas antologias da literatura brasileira ou na próxima conversa de bar.

Bridget Jones: Louca pelo garoto, de Helen Fielding (Tradução de Julia Romeu, Ana Ban e Renato Prelorentzou)
“O que fazer quando a festa de sessenta anos da sua amiga será no mesmo dia do aniversário de trinta do seu namorado? É errado mentir a idade em sites de relacionamento? O Dalai-Lama escreve os próprios tuítes ou será que ele tem um assistente? Dormir com alguém depois de dois encontros e seis semanas trocando mensagens de texto é o mesmo que se casar depois de dois encontros e seis meses de troca de cartas nos tempos de Jane Austen?” – Às voltas com esses e outros dilemas modernos, Bridget Jones encara neste novo e aguardado romance os desafios de ser mãe solteira, adaptar-se ao mundo digital e redescobrir sua sexualidade numa fase que algumas pessoas chamam, de forma grosseira e ultrapassada, de “meia-idade”. Bridget Jones está de volta!


Alimentar a cidade, de Richard Graham (Tradução de Berilo Vargas)
A partir de uma perspectiva instigante e inovadora – a história do abastecimento da cidade – o brasilianista Richard Graham analisa, com um misto de erudição e verve narrativa, um momento crucial e de profundas mudanças em Salvador e na colônia.Alimentar a cidade não trata exatamente de comida, nem é uma história da alimentação. Antes, revela as relações na sociedade colonial com base no comércio da comida. Graham parte daí para mostrar como brancos e negros, homens livres, escravos e libertos, “brasileiros”, africanos e portugueses interagiam uns com os outros, e em quais termos. Com descrições vívidas da cidade e de seus habitantes – as roupas, o interior das casas, os bens comerciados -, este livro é uma viagem às articulações mais essenciais, e portanto reveladoras, dessa sociedade atlântica.

O cerne da matéria, de Rogério Rosenfeld. Com quase trinta quilômetros de circunferência e instalado a uma profundidade de aproximadamente cem metros, o acelerador de partículas LHC é uma das grandes expressões do engenho humano, comparável em escopo apenas à exploração especial e ao mapeamento do genoma. Concebido para aumentar nosso entendimento acerca da estrutura da matéria e do cosmos, recentemente o LHC foi palco de uma das maiores descobertas científicas de nosso tempo, ao provar a existência do bóson de Higgs – partícula que explicaria a origem da massa de todas as partículas elementares. Em O cerne da matéria, o físico brasileiro Rogério Rosenfeld retraça o caminho que levou à construção do acelerador. Do ponto de vista privilegiado de quem trabalhou no LHC, Rosenfeld desvenda a longa batalha política que culminou na gigantesca estrutura. Mais que isso, oferece um rico panorama histórico dos avanços científicos atrelados ao acelerador, inserindo a descoberta do bóson de Higgs numa narrativa esclarecedora e empolgante sobre as fronteiras da ciência e os homens que ousaram desafiá-las.

Contos da Cantuária, de Geoffrey Chaucer (Tradução de José Francisco Botelho)
Publicado a primeira vez em 1475, Contos da Cantuária é uma das pedras fundamentais da literatura do Ocidente, uma coleção magistral de histórias de cavalaria, alegorias morais e farsa desbragada. Escritas pelo britânico Geoffrey Chaucer, as histórias ajudaram – assim como Dante e Cervantes fizeram em suas respectivas culturas literárias – a sedimentar a literatura de todo um país. Tudo começa a partir de um certame entre peregrinos acerca das melhores histórias de cavalaria e romances. Rico e diverso, o livro descortina – com crueza e lirismo, graça e deboche – o universo social e cultural da Inglaterra em plena Idade Média. Anedotas, ciclos cavalheirescos, escatologia, ensinamentos edificantes e muita caricatura surgem nas histórias desses peregrinos que rumam em direção à Cantuária, onde pretendem visitar o túmulo de São Thomas Becket. Vertido para o português com maestria, mas sem deixar de lado o humor e a diversão, o livro tem tudo para cativar leitores de todas as idades.

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