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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Quando a destruição é semeadura.





Por: Franz Lima.

Vivendo em uma área urbana, cercado por prédios, concreto e aço, distante dos semelhantes e até mesmo dos que estão ao nosso lado, acabamos por assumir uma postura fria, indiferente a quase tudo que acontece fora de nossa redoma de proteção.
Mesmo quando costumamos chorar pela dor de povos distantes, uma vez que nada há de mal nisso, esquecemos de olhar para os que estão próximos. É lícito sentir compaixão, desde que ela esteja acompanhada de milhares de quilômetros de distância.
Quantos de nós paramos para ao menos refletir sobre aquele sujeito sujo, maltrapilho e doente que vaga como um morto-vivo? E como definir vida para alguém que vive de restos, inclusive dos restos da pena e do remorso dos que o cercam?
Não temam se aproximar de um indivíduo, tendo como base a aparência. Com o tempo, aprendemos que há algo de positivo para encontrarmos nessas pessoas. Na verdade, há algo de positivo a ser encontrado em nós. Já procuraram?
Há planos dos quais jamais teremos a mínima noção de suas reais fundamentações. É inviável julgar, condenar ou excluir, principalmente quando temos, repito, apenas o visual como base.
Homens e mulheres podem ir ao fundo do mais escuro e frio poço. Entretanto, também lhes é facultado o direito de sair dessa cela. Basta buscar cada apoio e escalar até o topo.  Quem sabe não somos um desses pontos de apoio para a escalada?
Quando encontrar alguém ou mesmo estiver em situação ruim, destruído e fragmentado, lembre-se que a mais poderosa tempestade é capaz de destruir a mais frágil das flores... porém é incapaz de impedir que as sementes e o pólen se espalhem. 
Nem tudo que aparenta estar destruído, verdadeiramente está.

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