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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Antes de assistir o BBB, leia esse texto e veja o vídeo.




Assistir um reality show não é algo incomum. A curiosidade, o senso de busca por uma felicidade (quando não a temos) ou presenciar perigos e tragédias são características da maioria das pessoas, infelizmente. Sabe aquele vizinho ou conhecido que sai para ver uma briga ou aquela pessoa que coloca a orelha rente à parede para escutar uma conversa? Sim, essas pessoas são mais comuns do que imaginamos.
Logo, partindo do pressuposto que a fofoca e a curiosidade são quase uma constante na nossa cultura (entendam que a curiosidade por algo construtivo não é ruim), emissoras de TV estão promovendo os chamados reality shows - programas onde, teoricamente, pessoas comuns são postas em situações de extremo desconforto, isolamento ou conflito. Na verdade, no decorrer desses programas, todas as situações tendem a se mesclar, o que gera uma zona de agressão quase incontrolável.
Bem, se tudo o que está acima escrito sobre tais shows fosse realmente real, o malefício seria menor. Mas o que ocorre não é bem isso. Há uma grande dose de mentira, armação.
Não vou me alongar no debate, porém basta ver a galera do primeiro BBB e os integrantes das edições mais recentes. É uma galera que nã otem a ver com a realidade, mas com balada. Jovens em sua maioria. Fortes e bonitos são quase a unanimidade. Desconhecidos? Jamais. Some a isso o fato de que "os excluídos" são colocados para satisfazer tais grupos: negros, gays, pobres... Acrescente, ainda, a essa receita de descaso com a inteligência do espectador o fato de que as mulheres entram já pensando em seus contratos com a Playboy ou outra revista masculina. Os sarados também tem seu lugar ao sol na G Magazine ou coisa parecida.
Concluo que este é um circo onde as atrações não são os participantes. Eles são atores, conscientes do que fazem na maioria de seus atos. As atrações são os milhõres de espectadores que ligam seu televisor e desligam suas mentes (lembram do Show de Truman?). A sede de conhecimento inútil e a massiva propaganda contribuem para o empobrecimento intelectual (não é muito mais simples dominar os que não questionam?).
Mas o pior fica por conta das revelações do vídeo que está logo abaixo. Verdadeiras ou não (creio que sejam), as imagens servirão como ponto de referência e reflexão. Os depoimentos irão deixar muitos indignados, mas eu sempre acredito que toda unanimidade é fruto de manipulação. Questionar é um ato de inteligência e é isso que busco para mim e meu público leitor: o aprimoramento intelectual e a retomada de nossas vidas. Ler é bom. Refletir sobre o que se lê (e sobre o que é visto) é melhor ainda. 
Leitura e cultura só serão convertidas em sabedoria quando postas em prática.
P.S.: para os que dirão "o que você tem a ver com isso?", relembro que o pior mal é praticado por aquele que finge que o mal não existe.  
As recomendações acima também se aplicam à Fazenda e qualquer outro show de realidade de gosto duvidoso.
Franz Lima


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