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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Rosa branca. Texto por Franz Lima




Por Franz Lima
 
Quanto vale cada um dos seus sentidos? Consegue imaginar-se sem um deles, um único que seja? Creio que todos os que receberam o dom da perfeição - não importa o quanto se achem imperfeitos - devem questionar sobre isso. Cada vez mais descartamos, desprezamos os pequenos presentes dados desde o primeiro momento de vida. Mas é chegada a hora de mostrar a magnitude deles através de uma simples rosa branca.
Testemos o mais básico dos sentidos: o olfato. De posse da rosa, diga-me se o homem conseguiu sintetizar a essência do perfume que ela tem. Não há nada mais agradável na natureza que o perfume das rosas, pois essa é a arma que ela possui contra os que tentam destruí-la.
Mas não pare por aí. Olhe-a e surpreenda-se com a beleza resultante da junção das pétalas, do arranjo que elas possuem. Não há rosas iguais e, certamente, não há rosa de beleza superior à branca, simples e encantadora.
Ouça o som que elas emitem quando passeamos com os dedos pelas pétalas, espinhos e cabo. Mesmo onde poderia resultar em aspereza, apenas o suave som de algo aveludado é captado. Ao mesmo tempo, seus dedos serão massageados por cada ondulação. É a retribuição carinhosa que ela lhe dá em reconhecimento ao seu toque leve.
Questione-me sobre o paladar. Como é possível que uma rosa seja agradável a esse sentido? Eu respondo: entregue-a a alguém que ama e beije-a antes disso. Seu beijo, o sabor de seus lábios, será transmitido para quem ama, quando a pessoa a quem a rosa branca estiver destinada retribuir o beijo. Só então os lábios se tocarão, tendo a suave textura da flor como intercessora. 
Enfim, por meio de uma simples rosa, você redescobriu cada uma das dádivas que sempre lhe pertenceram e, infelizmente, pouco reconheceu. Porém, a maior delas ainda está incompleta. O maior presente que você recebeu esteve à beira do despertar desde o primeiro instante em que iniciou a descoberta da bela e frágil rosa branca. Conforme seus sentidos foram reacendidos através da simplicidade que a natureza moldou, também se reacendeu uma chama que jamais deveria ter sido adormecida... a chama do amor, o mais nobre de todos os sentidos que possuímos.
Ame e não permita que os grandes dons sejam suplantados pelas distrações que a vida egoísta e materialista nos impõe. Ame e ajude outros a também descobrir a rosa de suas vidas.




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