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segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Eu participei da Virada Impressionista do CCBB - RJ. Saibam mais...




Texto: Franz Lima
Em uma iniciativa magnífica, o CCBB/RJ permaneceu aberto por 36 horas (desde sábado, às 9h até ontem, domingo, às 21h). As filas estavam intensas e houve períodos de até 2h para conseguir entrar na exposição (a área onde estão as pinturas tem uma limitação de visitantes), mas valeu a espera. Eu só pude visitar na manhã de domingo (28/10/12) e cheguei por volta das 6h10 e saí exatamente às 8h18, após documentar (entenda-se uma reportagem escrita) as impressões que tive com as obras impressionistas (desculpem-me pela aparente redundância). A matéria feita está agora disponível para vocês. Espero que gostem e comentem. Caso estejam no Rio de Janeiro, um único aviso: o que estão esperando para ver de perto obras tão importantes? Prestigiem esse esforço por parte do Centro Cultural Banco do Brasil...

A estação Saint-Lázare - de Monet
Pinturas de artistas consagrados na história da humanidade ficaram acessíveis gratuitamente ao público. Monet (Carvoeiros), Louis Welden, Van Gogh, apenas para citar. A obra "A estação Saint-Lázare - de Monet, mostra una nuance inacreditável com um misto de desgaste, fruto talvez da longevidade da obra, datada de 1877.
Les Tuileries - Monet
Mas é possível perceber que as mãos de Monet tinham uma suavidade inigualável. Em As Tuileries, o jardim parece enevoado, com um castelo ao fundo.
Henri Ottmann  - Estação de Luxemburgo
Henri Ottmann também me surpreendeu com a Estação de Luxemburgo. Há vida no quadro e uma perfeita captação da cena retratada.
Quai des Grands-Augustins
Camile Pissarro também tem quadros compondo a exposição. James Wilson Morrice realmente impressionou-me com sua tela Quai des Grands-Augustins. Os prédios ao fundo parecem verdadeiros na obra original.
Santiago Rusiñol y Prats: Sacré-Coeur
Uma característica comum na maioria das obras expostas é a facilidade com que os pintores dão forma valendo-se de manchas, pois, essencialmente, muitos dos objetos e pessoas são isso. Um bom exemplo fica por conta de Santiago Rusiñol y Prats com O Sacré-Coeur em construção, de1890.
Stanislas Lépine: rue Sain-Vincent
Outra grata surpresa foi a descoberta de Stanislas Lépine que agradou tanto a Monet seus amigos pintores com a simplicidade e a beleza de suas pinturas a ponto de ser convidado a expor com eles em 1874.
O Banho
Alfred Stevens com a obra "O Banho" impressiona pelo detalhamento e a beleza da musa que compõe o quadro.
Gustave Courbet, Ramo de macieira em flor
Bela história também descobri com uma obra de Gustave Courbet, Ramo de macieira em flor, a qual foi pintada com ele preso. Como não havia forma de pintar seus temas costumeiros, ele se voltou para a natureza morta, obtendo telas de delicadeza ímpar.
O Homem com cinto de couro - Courbet
Courbet também foi um admirável retratista, tendo feito muitos autorretratos, sendo "O homem com cinto de couro", de 1845/46, o destaque dele na exposição.
Manet
Manet tem uma tela chamada Hastes de peônia e tesoura de poda, onde exibe pinceladas fortes e carregadas, mas com um resultado final belo.
Autorretrato de Paul Cézanne
Paul Cézanne também está presente com um autorretrato de fundo rosa, intrigante pela mistura de cores e a força aplicada no pincel, mas com um resultado suave.
Jean Béraud - l'attente
Jean Béraud na tela A espera, mostra uma precisão e detalhes incríveis. A prostituta plena de roupas e aguardando o cliente é fantástica. 

Quadros de pessoas em cenas cotidianas ou emposes tradicionais para os retratos de família antigos são um destaque na exposição. Entre eles, Renoir e Henri Fantin-Latour. Renoir alterna leveza e força em seus quadros. Moças ao piano é uma tela de suavidade incomparável, passando uma serenidade captada no momento em que as meninas estão absolutamente concentradas em estudar. 

Henri de Toulouse-Lautrec apresenta pinturas com traços bem diferentes, aparentemente ao acaso, fato logo descartado pela composição final primorosa.

Charles Angrand - Casal na rua
Charles Angrand tem na obra "Casal na rua", uma das mais eficientes técnicas de pintura pontilhista. Inacreditável...
James Tissot - O Baile
James Tissot e seu quadro Noite ou O baile, exibe um nível de detalhamento e apuro técnico belíssimos. A cena lembra o baile do filme Titanic e mostra a alta sociedade reunida com todo o luxo possível à época, 1878.
Fato indiscutível é a forma absolutamente eficiente para estudar a história e o comportamento das épocas retratadas. É como estar no momento em que as telas foram pintadas, o que permite observar costumes, indumentárias e as cidades daqueles tempos.
Cena de festa no Moulin Rouge - Giovanni Boldini
A liberdade e a alegria do Moulin Rouge estão destacadas na bela obra Cena de festa no Moulin Rouge, de Giovanni Boldini, feita em 1889.
Charles François Daubigny - A Colheita
Charles François Daubigny retrata a cena do campo de forma bela. Sua tela gigantesca, A colheita, exibe um domínio absoluto das técnicas.
Destaque para algumas molduras personalizadas, capazes de se destacar tanto quanto as obras expostas, um bônus que também mostra o apuro com que eram elaboradas.


Camille Pissarro e a obra Jovem camponesa fazendo fogo, de 1888, capta de forma inenarrável o frio e é esforço dos camponeses para fugir da geada. O pontilhismo é apurado.

VincentVan Gogh tem obra como O salão de dança em Arles onde a mistura de cores define a alegria do ambiente retratado. As faces são quase caricatas e algumas parecem se mesclar. Simples e, na minha opinião, um tanto confuso, mas...


A exposição acontece no Centro Cultural Banco do Brasil. Rua Primeiro de Março, 66, Centro, ☎ 3808-2020. Terça a domingo, 9h às 21h. Grátis. Até 13 de janeiro de 2013.

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