{lang: 'en-US'}

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Fotógrafo transforma pessoas marginalizadas em ícones dos quadrinhos, contos de fadas e desenhos.




Branca de Neve: prostituta de 31 anos.
Um ensaio fotográfico foi feito com base no bom humor e na ironia. Valendo-se de pessoas comuns, porém marginalizadas, Benjamim Béchet, fotógrafo francês, criticou o racismo, o preconceito e a intolerância. Seu ensaio “Je suis Winnie l'Ourson” (“Eu sou ‘Winnie, the Pooh’”) ganhou notoriedade pela apropriação de ícones dos quadrinhos, cinema, contos de fadas e desenhos para mostrar o quanto há de intolerância e preconceito na sociedade. Valendo-se de pessoas comuns e consideradas "menores" em importância pela condição em que se encontram, Béchet vestiu-os com trajes destes ícones da sociedade. 
As fotografias não incomodam, mas mostram que a segregação e o descaso com os marginalizados ou menos favorecidos existe e ainda é muito forte. 
O ensaio ocorreu na cidade de Roma, na Itália. Segundo o fotógrafo, “isso foi para servir de lembrete de que o que você vê nunca é o que você tem, que as pessoas são sempre mais complexas, que cada identidade é apenas parcial”. Apesar de não acreditar que as fotos possam mudar uma realidade tão impregnada no cotidiano e na rotina das pessoas, Béchet sabe que ao menos um incômodo esse ensaio irá provocar. O pensamento será desviado, ainda que momentaneamente, para aqueles que não se enquadram em nossos conceitos de normalidade.
Fonte das fotos: Viaje Aqui Abril
Homem-Aranha: flanelinha de 36 anos.

Batman: frentista de 33 anos.

Winnie, the Pooh: pedreiro de 53 anos.

Hulk: artista de metrô de 44 anos.

Para ver mais fotos desse ensaio, basta clicar no link da postagem. Bom divertimento.

←  Anterior Proxima  → Página inicial

Um comentário:

  1. Pelo que entendi a mensagem também pode ser a seguinte: essas pessoas são invisíveis, ou quando são visíveis são notadas negativamente, as pessoas as evitam ou as tratam como meros objetos. Caracterizadas dessa maneira, elas passam a ser visíveis, mas com uma outra identidade, que entretanto, oculta as próprias.

    Fez-me lembrar de uma propaganda antiga de uma entidade assistencial, com um morador de rua vestido de cachorro, querendo dizer com isso que hoje as pessoas dão mais atenção aos cachorros que às pessoas em situação de rua, e que vestido dessa maneira, talvez as pessoas passassem a enxergá-lo.

    Também poderia ser proposta uma interpretação mais positiva, ou seja, a de que em cada um se esconde um super-herói, um heroísmo silencioso com um potencial inexplorado, mas que, como acontece em muitas histórias, é muito mal interpretado.

    Serve para lembrar o quanto julgamos pela aparência, e o quanto nossa escala de valores pode estar confusa.

    ResponderExcluir