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terça-feira, 3 de julho de 2012

Análise da HQ "Universo DC #1" - Os Novos 52




Por Franz Lima
Já recebi o apoio de um grande amigos no que diz respeito ao assunto "Os Novos 52". Na matéria, Edilton, editor do site www.stephenking.com.br mostrou-nos o que encontraríamos em todas as novas publicações da Panini. Uma matéria muito interessante e bem elabora que você pode ler clicando AQUI - Novos 52.
Também recebi a ajuda de Filipe Sena que dissertou sobre a saga que antecedeu essas mudanças. A saga em questão chama-se Ponto de Ignição e consta na íntegra no link a seguir: Flash Point.
Fiz também uma breve análise sobre esta empreitada da DC, tendo como base algumas matérias que li.
Contudo, o leitor do Apogeu deve saber que este anfitrião não ficaria sem dar uma opinião com base em sua própria leitura. E é isso que farei agora.
Fui comprar a revista Universo DC nº 1. A capa já mostra para que veio. Uma arte bem elaborada, com uma cena que denota um combate a ocorrer e alguém que eu não esperava encontrar na capa: o Aquaman. Para variar, folheei a revista com pressa e, nesta primeira passagem, gostei do que vi. Logo, conclui, era necessário tê-la em meu acervo. 
Fiz a leitura das histórias e me surpreendi positivamente. Claro, não há unanimidade na revista em função da miscelânea de autores, desenhistas e heróis envolvidos. Relembro que a revista Universo DC é, na realidade, a reunião de vários títulos dos "Novos 52", uma vez que a política de publicação da Panini é diferente em relação à estadunidense, onde há realmente 52 títulos. Creio que muitos irão concordar que é inviável ter uma gama tão grande de títulos em nosso país, principalmente em função do baixo poder aquisitivo da população mais pobre, que é maioria.
Mas vamos à análise de cada uma das tramas desta "coletânea":
O fosso - parte I... aqui somos apresentados a um Aquaman diferente, solitário e desprezado pelos humanos comuns. Há uma zombaria em relação ao herói que eu não havia visto desde o surgimento de Namor. O descaso só o torna mais isolado, como se em lugar algum ele pudesse se encaixar. Mesmo salvando pessoas e combatendo o crime, ainda há olhares desconfiados e incrédulos. Destaque para os inimigos desta história e para um blogueiro "sem noção" que faz o papel do babaca da trama.
A tensão, o drama psicológico, muita violência (não gratuita) e algumas nuances do passado do Aquaman dão o tom a esta história que tem tudo para ser uma das melhores deste novo universo. As ilustrações estão muito boas.
Arte de Juan Reis e roteiro de Geoff Johns.


Gavião em ascensão... o guerreiro que usa uma armadura alienígena e... a rejeita. Logo de início Carter Hall procura destruir sua armadura e algo dá errado. Na sequência, um experimento secreto liberta uma criatura que se nutre de energia, extremamente violenta e assassina e apenas o Gavião Negro pode tentar contê-la, mas onde ele está? 
A história tem potencial, ainda que não tenha mostrado nada de surpreendente.
Arte de altíssimo nível de Philip Tan e roteiro de Tony S. Daniel.


Gerenciamento de caos... aqui somos apresentados a OMAC, um ser de extrema força que se depara com alienígenas, instalações secretas e inúmeros andróides. Os desenhos lembram muito a arte de Jack Kirby (criador de OMAC), mas não possuem o mesmo carisma, além de uma arte-final razoável. É difícil não comparar esta HQ com as outras anteriores, o que diminui mais a aceitação da mesma. O roteiro também não me agradou, apesar de ser apenas o começo. Associei muito OMAC ao Hulk dos primórdios, guardadas as devidas proporções.
Arte de Keith Giffen e roteiro de Dan Diddio e Keith Giffen.

Partícula Divina... a aparição de Nuclear com um apelo ao "politicamente correto", principalmente após mostrar um debate entre o branco atleta e o negro intelectual. Interessante participação de um grupo de assassinos que faz jus ao rótulo de "matadores". Para encontrar a fonte dos poderes do Nuclear, ninguém será poupado.
Não vi muita profundidade nos dilemas lançados na trama. 
Arte de Yildiray Cinar e roteiro de Ethan van Sciver e Gail Simone.

Atualização de programa...  viagens no tempo, um homem dotado de uma inteligência sobre-humana e uma riqueza também acima dos padrões "normais". Este é Mr. Terrific - o Senhor Incrível - um homem que ao perder sua esposa resolve se dedicar a combater o crime usando tecnologia e inteligência, além de uma considerável fortuna. Não se se foi coincidência, mas aqui também há um debate sobre racismo. 
Arte de Gianluca Gugliotta e roteiro de Eric Wallace.


Falcões Negros... um esquadrão anti-terrorista, dotado de equipamentos e financiamento muito acima dos normais. Uma versão humana dos Vingadores ou Liga da Justiça, descartando, logicamente, os poderes. Hábeis, eles conseguem evitar um sequestro com reféns em um aeroporto, mas não sem sequelas. 
Ênfase aos relacionamentos e ao comportamento na equipe, apesar do começo razoavelmente simples. Resta aguardar as próximas edições para descobrir se a trama da equipe se sustentará.
Arte de Graham Nola e Ken Lashley e roteiro de Mike Costa.


A visitação... mistério, mortes, deuses mitológicos, magia e violência como há muito não via em uma HQ da DC - não estou falando da Vertigo. Aqui a trama envolve uma garota que é perseguida por seres oriundos da mitologia antiga. Com cenas fortes, o roteiro nos coloca entre uma intriga de deuses, semi-deuses e... a Mulher-Maravilha. 
A arte é de Cliff Chiang e não traz nada inovador, porém cumpre com o que se propõe. Roteiro com grande potencial de Brian Azzarello. Gostei muito desta história.



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2 comentários:

  1. Muito legal sua análise Franz. Ainda não tive a oportunidade de ler essa e na verdade creio que não vou (já é complicado acompanhar as cinco principais que estão rolando... E apesar da quantidade de páginas e da qualidade eu ainda acho 16 reais meio salgado para uma HQ), mas da pra notar que a DC fez algo bem caprichado mesmo. A panini vem fazendo um trabalho bacana com hqs por aqui, no quesito qualitativo e quantitativo (apesar de serem publicados no formato de box, todos os 52 personagens serão publicados por aqui. Com exceção dos EUA, o Brasil é o único país onde isso vai acontecer) mas infelizmente a distribuição (além do serviço de assinaturas) deles é uma porcaria. Se não fosse eu até animaria assinar essas revistas, mas tem dois meses que assinei os mangás de Dragon Ball e ainda não recebi nenhum exemplar (apesar a cobrança desses dois meses já ter sido realizada no meu cartão de crédito).

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    1. Já estou na segunda edição de Universo DC, Edilton. O apuro ainda se mantém e as histórias - quase todas - são muito boas. Até os desenhos me surpreenderam positivamente com raros casos, infelizmente. Mas não há como negar que o preço, considerando o papel usado na impressão, é bem fraco e não condiz com o valor cobrado pela editora. Claro, este detalhe não ofusca o ótimo trabalho que a Panini realiza.

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