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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Sugestão Cultural: Mary and Max




Por: Vera Garcia. Fonte: Deficiente Ciente

A Sugestão Cultural de hoje é a animação “Mary e Max” com o título original “Mary and Max”. Trata-se de uma animação que aborda assuntos como amizade, alcoolismo, síndrome de asperger, solidão, bullying… Tudo é abordado de uma forma inteligente e irônica. Vale a pena assistir!
Essa animação em longa-metragem foi indicada pelo querido amigo Flávio Caldeira.
Sinopse
Uma história de amizade entre duas pessoas muito diferentes: Mary Dinkle (voz de Toni Collette), uma menina gordinha e solitária, de oito anos, que vive nos subúrbios de Melbourne, e Max Horovitz (voz de Philip Seymour Hoffman), um homem de 44 anos, obeso e judeu que vive com Síndrome de Asperger no caos de Nova York. Alcançando 20 anos e 2 continentes, a amizade de Mary e Max sobrevive muito além dos altos e baixos da vida. Mary e Max é viagem que explora a amizade, o autismo, o alcoolismo, de onde vêm os bebês, a obesidade, a cleptomania, a diferença sexual, a confiança, diferenças religiosas e muito mais.

Veja o que disse a crítica de cinema Ana Martinelli, do Cineclick a respeito da animação.
Se você gosta de animação provavelmente já viu ou pelo menos ouviu falar em Adam Elliot. Em 2004, o roteirista, animador e diretor ganhou o Oscar de Melhor Curta de animação por Harvie Krumpet.
 Exibida no Anima Mundi do mesmo ano, a história do solitário e desajustado imigrante polonês foi agraciada com o prêmio de Melhor Filme escolhido pelo público brasileiro.
Antes do Oscar, o australiano realizou a trilogia Uncle (1996), Cousin (1998) e Brother (1999) respectivamente Tio, Primo e Irmão – enquanto estudava na Victorian College of the Arts em Melbourne.
Não é necessário conhecer os curtas para se encantar com Mary e Max – Uma Amizade Diferente, o primeiro longa-metragem do diretor. Mas se você tiver curiosidade, assista e entenderá que, para chegar neste filme Elliot, percorreu um caminho de descoberta e investigação do humano através do que ele mesmo define como clayography, neologismo entre clay – como é chamado entre os animadores o material do qual os bonecos de massinha são feitos – e biografia.
Mary (quando criança a voz é de Bethany Whitmore, na idade adulta, Toni Collette) é uma menina australiana de oito anos. Max (Philip Seymour Hoffman) é um judeu novaiorquino quarentão. Nenhum dos dois se encaixa muito bem no ambiente em que vivem, são solitários e o mundo lhes parece intrigante e incompreensível.
O diretor opta por uma narrativa divida em blocos, na qual apresenta os personagens separados, une-os quando as cartas começam a ser trocadas e marca o tempo que passa. Narrativa simples, mas, no começo, tem ritmo irregular. Mas, através da sensibilidade de Adam Elliot em criar o mundo de Mary e Max, sempre separados e descobrindo o outro à distância, somos imersos em reflexões sobre o quanto o ordinário da vida pode ser incrível quando se dá atenção aos detalhes.
Após assistir ao filme, fiquei ainda mais curiosa em saber que a trama é baseada em fatos reais. Imaginava se tratar de um romance, mas na verdade, o diretor usou sua própria experiência (com licenças poéticas e criativas) e de um amigo com o qual se correspondeu por muitos anos.
A animação permite usar metáforas divertidas e exagerar traços de personalidades para expressar sentimentos sem palavras, com singularidade, além de misturar a personalidade de seus protagonistas nos minuciosos cenários. Mary e Max – Uma Amizade demonstra o quanto o acúmulo das experiências nas narrativas curtas podem desenvolver o olhar e os tempos para contar uma história de fôlego.
Outra coisa legal de se ressaltar é a importância de uma animação para adultos chegar às salas comerciais de cinema.

Informações Técnicas
Gênero: Animação
Data de Lançamento: 2010-04-02
Duração: 88 minutos.
Diretor: Adam Elliot
Atores principais: Eric Bana, Toni Collette, Philip Seymour Hoffman, Bethany Whitmore, Barry Humphries
Produtor: Melodrama Pictures
Escritor: Adam Elliot
Música: Dale Cornelius

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