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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Resenha do filme: Sherlock Holmes - O jogo de sombras




Autora da resenha: Priscilla Rubia

Título: Sherlock Holmes: A Game of Shadows
Gênero: Ação/Suspense
Ano de lançamento: 2011
Elenco: Robert Downey Jr., Jude Law, Noomi Rapace
Direção: Guy Ritchie
Roteiro: Kieran Mulroney, Michele Mulroney
Produção: Dan Lin, Joel Silver, Lionel Wigran, Susan Downey
Música: Hans Zimmer

Particularmente, gostei mais desse filme do que o primeiro de Holmes. Acho que parte disso – grande parte – se deve ao vilão deste, que diferente de Blackwood com um “quê” de sobrenatural, o professor Moriarty é um acadêmico renomado, longe de suspeitas, exceto para Holmes.
Ele descobre o grande plano de Moriarty que pode mudar todo o mundo, porém não é nada fácil lutar contra o professor, pois, assim como Holmes, ele possui uma capacidade de dedução incrível, o tornando um ótimo e perigoso rival.
Holmes mais uma vez, solicita a ajuda de seu amigo Watson, que está às vésperas do casamento, mas “decide” ajudar no que Holmes chama de “o maior caso de sua carreira”.

Bom, se você gostou do primeiro filme, com certeza irá gostar ainda mais deste. A trama é mais envolvente, visto o vilão Moriarty ser um grande desafio para Holmes. A cena no final, durante um jogo de xadrez entre os rivais, é emocionante, perfeita. Na cena, tanto Holmes, quanto Moriarty, revelam suas cartas na manga, onde o famoso flashback encaixa as peças. Nela, fica ressaltado em como os dois são parecidos, como se odeiam e, ainda, como se respeitam.

O humor está presente mais uma vez, claro. Há pessoas que acham por vezes exagerado, mas discordo. O humor em Sherlock Holmes é na medida certa, quebrando a tensão não de uma forma ruim. A cena do trem é um ótimo exemplo disso, onde Holmes utiliza um disfarce que não é um dos seus melhores... a ação, juntamente com as falas e atitudes, tanto de Holmes, quanto de Watson, se encaixam deixando tudo moderado, sem exageros.

O trabalho estiloso de Guy Rithie continua sensacional, deixando as cenas com muito mais empolgação. Um grande exemplo é a cena de tiroteio que acontece na floresta, onde o efeito de câmera lenta usado de forma estupenda deixa tudo muito bem feito, vívido e emocionante.

Há dois personagens novos, a cigana Sim que está envolvida na trama e deseja encontrar o irmão, envolvido com Moriarty. Ela tem grande importância na trama, porém muitas vezes é esquecida. Acho que ela não foi trabalhada como deveria. Com muita freqüência, parece que se ela simplesmente sumisse do filme, não acarretaria em muita coisa. E, o irmão de Holmes, Mycroft que é mais envolvido na vida política, porém o jeito “largadão” é o mesmo do irmão. Ele é responsável por grande parte do humor no filme.

Se você assistiu ao primeiro filme, me pergunta: Onde está Adler nisso tudo? Irene Adler – a única mulher que Holmes amou - tem uma grande participação no primeiro filme, mas no segundo logo sai de cena – vocês verão o porquê. Porém isso não diminui sua importância para a solução do caso por parte de Holmes.

Não há nem o que falar da atuação de Robert Downey Jr. e Jude Law, que como no primeiro filme, os dois têm um trabalho em equipe perfeito, uma sincronia que deixa tudo mais real e interessante. 

O final deste, diferente do outro, não tem aquele gancho para um segundo filme. Bem, dá a entender que eles planejam sim fazer um terceiro filme para Holmes, mas não achei tão sugestivo como no filme anterior.

Bom, assisti ao filme semana passada e não sei por quanto tempo ele ainda irá estar em cartaz – já que estreou dia 13 de janeiro - mas se tiver oportunidade e já gostou do primeiro filme, assista o segundo. Tenho certeza de que não há nada que o faça se arrepender, assim como eu não me arrependi. Tenho certeza que você irá rir e se empolgar e ainda sair cantarolando a música tema do filme.
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2 comentários:

  1. Moriarty?! O cara é o arqui-inimigo do Holmes! Poxa, esse filme tinha que ser estupendo mesmo por causa desse encontro! Boa dia. Parabéns pela resenha!

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  2. Ora, mesmo sem ver o filme, já tenho uma ótima noção do que me aguarda e, pelos comentários da Priscilla, é possível crer que a continuação é melhor que o primeiro filme. Mais um na lista dos que irei ver.
    Parabéns pela resenha...

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