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segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Escritor? Descubra 8 motivos para NÃO publicar.




Este texto apresenta argumentos para evitar que o escritor, iniciante ou não, publique textos com falhas e lacunas capazes de minar a credibilidade e a influência entre aqueles que irão lê-los. Não é intenção da autora desestimular a produção literária individual. Sua principal intenção é alertar do potencial prejuízo que os erros - e a persistência neles - podem trazer a um autor.
O potencial de um acerto é grande, mas as falhas acabam ganhando notoriedade e poder para ocultar para sempre um promissor escritor.

A internet nos oferece tantas oportunidades, tanta gente escrevendo sobre tantos assuntos, que cada um se vê na vontade de publicar algo também. A pessoa que sempre cozinhou para os amigos e descobre um site de culinária de sucesso acaba pensando ” por que não? Se ele pode eu também posso”. Acho muito saudável e todos têm direito a isso. Só que outra característica da internet é a de eternizar tudo o que dizemos. Tudo o que foi publicado pode ser resgatado, sempre há a possiblidade de se responder por algo escrito há muitos anos. Por isso acredito que, antes de publicar, é preciso filtrar o conteúdo. Lançar algo imaturo para a publicação pode ser mais prejudicial do que benéfico ao autor. É melhor esperar do que projetar uma imagem negativa. É melhor se abster de escrever, se:

1. Você não domina a linguagem escrita

Lamento, mas é a mais pura verdade. Ninguém levará a sério um autor que escreva “quizer”, por melhor que sejam as suas idéias.  Aliás, os erros de escrita chamarão tanto atenção que ninguém saberá  que ele possui boas idéias. E quando falo em domínio da linguagem escrita, falo de coisas básicas como erros gramaticais até a construção de frases com pontuação correta e parágrafos com uma linha de raciocínio. Como se não bastasse o conteúdo parar em sites com pérolas da internet, o autor tornará ridículo justamente o que procurava defender.

2. Você possui uma única fonte de informação

Por melhor que seja um site, um grande autor ou um livro, ele não pode ser a única fonte de inspiração. No máximo, pode render uma crítica ou alguns textos. E, mesmo nesse caso, talvez seja mais interessante indicá-lo do que escrever sobre. Quem baseia suas opiniões numa única fonte não tem muito a dizer, só está repassando; dependendo da maneira como esse repasse é feito, fica muito próximo do plágio. Sendo a fonte primária tão boa, não é preciso que mais alguém diga a mesma coisa.

3. Você não tem experiência pessoal com o assunto

É complicado escrever algo sobre a qual apenas se ouviu dizer. O risco de dizer alguma bobagem é muito grande. Por mais que uma opinião pareça correta e óbvia, por mais que a lógica pareça apontar numa direção, ter uma experiência com o assunto sempre é melhor. O contato elimina intermediários, interfere na própria maneira como somos, gera impressões que não estão nos livros. Por isso, nada supera a experiência pessoal. Se o que você tem a dizer é emprestado do que outras pessoas viveram, elas são as melhores fontes de conhecimento.

4. Você possui informações desatualizadas

Por outro lado, mesmo experiências pessoais têm data de validade. Ter tido contato com um assunto não o torna apto a falar dele durante toda a sua vida. Desde então, novas abordagens podem ter sido descobertas, as relações podem ter mudado; se muita coisa mudou, é como se fosse um assunto novo, praticamente desconhecido.Verifique se o que você ainda tem a dizer já não mudou a ponto de não ser mais usável. O que é passado pra você é o presente de outros – talvez eles tenham mais a dizer.

5. Você não saberia defender seus argumentos numa discussão

Para qualquer coisa que escrevemos, estamos sujeitos a críticas. Na internet, isso se intensifica porque não é possível filtrar leitores. É importante estar pronto para defender o que disse, ser capaz de apresentar novos argumentos. Quando estamos certos do caminho que fizemos até aquelas conclusões, se elas estão bem fundamentadas, a possibilidade de defendê-las acontece naturalmente. Se não, é sinal de que o conteúdo está fraco, que foi construído sem base. Melhor nem começar.

6. Você não consegue sustentar sua posição durante muito tempo

Se você se coloca como partidário de uma posição política, ou profundo conhecedor, ou estudioso de alguma coisa, deve ser capaz de sustentar essa posição. Pode ser fácil enganar leigos e durante pouco tempo; tenha em mente que pessoas da mesma área de conhecimento podem lê-lo. O que você tem a dizer resiste a uma leitura mais apurada? Se não, talvez o seu conhecimento seja adequado apenas ao seu dia a dia. Ao se propor a representar uma idéia, é preciso ir um pouco além do básico.

7. Quase tudo o que você tem a dizer são suposições

Não existe nenhum problema em ter opiniões baseadas em impressões vagas ou suposições quando estamos entre amigos ou numa conversa descontraída. Mas, na medida em que essas idéias são colocadas por escrito, automaticamente estamos nos responsabilizando, fazendo com que elas nos representem. Uma opinião irresponsável pode ajudar a difundir meias-verdades e consolidar preconceitos. Se não puder falar algo construtivo, é preferível deixar o assunto para quem realmente entenda.

8. O texto não foi revisado

Insisto na tecla da revisão porque nem sempre é possível mudar o que foi publicado. Um texto publicado cheio de erros eternizará uma imagem de ignorância ou desleixo. Idéias mal redigidas podem passar a imagem de alguém que não sabe se expressar direito ou não tem domínio do assunto. Escrever um monte de besteiras pode atrapalhar oportunidades futuras. O texto é você, é a você que ele representa. Cuide do que tem o seu nome.



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