sábado, 30 de abril de 2016

Animais fantásticos e onde habitam. Análise do trailer do prequel de Harry Potter.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

O universo dos animais que compõem a mitologia da trama envolvendo Harry Potter e seus amigos foi explorada nos filmes, porém muito ficou sem sequer aparecer. Em função disso, J.K. Rowling e a Warner Bros resolveram transformar o livreto Animais Fantásticos e Onde Habitam em um filme homônimo. 
A trama contará com alguns dos personagens mostrados na saga de Harry, além do enigmático personagem Sr. Newt Scamander, interpretado pelo brilhante Eddie Redmayne, cuja simples maleta esconde um universo de mistérios... e criaturas. Scamander foi expulso de Hogwarts. Mesmo apoiado por Alvo Dumbledore, sua permanência na escola foi negada. 
Há um narrador presente no trailer, descrevendo o passado de Scamander. sua narração, entretanto, contém um tom amargo, o que pode indicar se tratar de um antagonista de Newt.
As cenas remetem à Nova Iorque do início do século XX, fato que consuma Animais Fantásticos como um prequel da série. 
A aventura aparentemente ficará a cargo de Newt e sua busca por alguns dos animais que fugiram de sua maleta. Essa busca parece que será um pouco mais difícil por causa da intromissão Colin Farrell. Pelo menos é o que aponta o trailer. 
As cenas apresentadas mostram que haverá muita ação e humor, sempre com um pouco de magia, óbvio. 
A produção contará também com a presença de Ezra Miller, o Flash do novo filme da Liga da Justiça.
Bem, curtam abaixo o segundo trailer e aguardem... a magia retornará em breve.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Fotos de Jason Momoa mostram o visual loiro do Aquaman.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Ao contrário do que muitos fãs temiam, parece que Jason Momoa não irá mudar tão radicalmente o visual tradicional do Aquaman. Apesar de ter uma armadura com aspecto de gladiador (ao invés da conhecida camisa amarela com escamas e calça verde) e tatuagens - que aproveitam inclusive as que ele já tem -, tudo indica que a versão final do visual de Momoa será bem próxima da fase sombria do herói onde, inclusive, perdeu uma das mãos.
Sendo assim, todos os fãs da DC e da Liga da Justiça podem ficar mais calmos pois não haverá uma reformulação absurda do personagem. Vejam algumas imagens do ator já com os cabelos loiros:


Com o ator Ray Fisher, o Cyborg


Mulheres e sociedade. Por Isabela Niella.


Por: Isabela Niella. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Não entendo o porquê da sociedade insistir em querer determinar o papel da mulher. Mudam-se as gerações, mas a imposição se mantém.  Se no início dos tempos o papel era apenas procriar e satisfazer os homens, passando a donas de casas exemplares, hoje todas têm obrigação de ter uma profissão. Se uma mulher diz que seu sonho é ser mãe e ter um lar para cuidar, toda uma sociedade revoltada e cheia de razão escandaliza-se e protesta nas redes sociais.
Antes mesmo de sermos mulheres, somos seres individuais e com necessidades diferentes. O que cabe a mim, necessariamente não terá importância para outra pessoa. Quando vim morar no Rio de Janeiro pela segunda vez, conheci uma colega de trabalho que se tornou uma grande amiga. Ela, uma ótima profissional, estava terminando a faculdade, mas como o trabalho a atrapalhava, se demitiu (corajosa) e dedicou-se a concluir o curso. Nesse meio tempo, conheceu o homem que veio a tornar-se seu esposo. Hoje, formada, ela resolveu se dedicar ao lar por estar gostando de passar por essa experiência. Confesso que eu mesma rejeitei essa ideia dela por ter visto todo seu esforço em se formar, mas percebi que ela é feliz desse jeito. E mais, se ela quiser voltar a trabalhar, mudar de profissão ou largar tudo de novo terá meu apoio, contanto que essas mudanças a satisfaçam. Não é por que fizemos uma escolha que não podemos mudar de opinião. Estar em movimento, mudar de ideia, ter novas aspirações faz parte da essência de todo ser humano. Somos seres vivos na constante busca pela felicidade e não será a sociedade que determinará se serei uma dona de casa recatada ou uma profissional.  
Cada um deve se dar a oportunidade de buscar dentro de si aquilo que o fará feliz. Sabemos que algumas vezes precisamos primeiro fazer aquilo que é necessário para nossa sobrevivência e da nossa família, para um dia podermos realizar nossos sonhos e que ás vezes essa nossa possível felicidade vai se tornando algo distante, mas isso não significa que não podemos ser felizes com o que temos hoje. Se formos capazes de ser agradecidos pelo que somos e temos, poderemos assim, conquistar uma vida equilibrada, até que mais tarde, novas oportunidades surjam para realizarmos nossos sonhos ou até mesmo, novos sonhos surgirão.
Recentemente me perguntaram qual era meu grande sonho e eu não soube responder. Outra amiga minha puxou-me as orelhas dizendo que todos precisamos ter sonhos, sem eles vivemos mecanicamente. E eu, então, resolvi fazer um esforço para reativá-los.  Por conta da dureza da vida e da rotina, colocamos nossos sonhos para dormir e os esquecemos, mas devemos ficar atentos, pois, as oportunidades surgem e se as deixamos escapar teremos que conviver com o sentimento de frustração e desgosto.
Mulheres, homens, todos temos o direito de escolha, somos seres livres e capazes, basta que acreditemos. O que não podemos é viver comandados por uma sociedade que quer determinar qual seu estilo de roupa, música, livro, qual profissão (ou não) deveremos ter. Para isso, basta que aprendamos a conhecer a nós mesmos, refletindo sobre nossas capacidades e nossas limitações, buscando nos aprimorar como pessoas, lapidando nossas almas. Não é fácil, mas também não é impossível. Essa é nossa missão aqui na Terra.

Os heróis de Sanjay. Sanjay´s Super Team. Um curta sobre fé e família.




Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Alguns desprezam a , principalmente em tempos onde a tecnologia toma boa parte do tempo. Mas esta animação relembra que nós, pais, devemos passar nossos princípios aos filhos. De nossos exemplos e crenças é que eles terão a base para um futuro incerto, porém certamente menos assustador quando embasado por uma crença em algo mais poderoso que nós. Caminharão sozinhos, cedo ou tarde, já que este é o destino reservado a todos. Entretanto, terão algo em que se apoiar: nossos ensinamentos.


Belíssimo curta-metragem sobre fé, paciência e algumas dificuldades da sútil arte de ser ‪‎pai





terça-feira, 26 de abril de 2016

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Hugh Jackman confirma presença de Wolverine em X-Men: Apocalipse.



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

Usando sua conta no twitter, Hugh Jackman postou um trecho de X-Men: Apocalipse, onde Ciclope sugere ter recebido uma "ajudinha". A cena seguinte mostra a mão esquerda com as famosas três garras de adamantium. Precisa dizer mais?
Vejam o que ele postou:


Guerra Civil: a trama completa uma década de sucesso nos quadrinhos e evolui para o cinema. Análise da obra.


Por: Filipe Gomes Sena. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

              Semana passada eu estava de bobeira e tive um lampejo de percepção. Catei um encadernado da estante e depois de uma folheada rápida encontrei a informação que eu queria, a data de lançamento daquela história. Uma publicação que durou sete meses, mas que começou na metade do, hoje longínquo, ano de 2006. Usando a matemática básica eu descobri que essa história está completando dez anos de lançamento em 2016, o mesmo 2016 em que a adaptação dessa mesma história chega aos cinemas de todo o planeta Terra e adjacências. Está escrito na minha testa que o assunto desse post é um clássico moderno dos quadrinhos. Hoje vamos falar da Guerra Civil da Marvel.
               

            Publicada entre Julho de 2006 e Janeiro de 2007, Guerra Civil é lembrado até hoje como um dos eventos mais marcantes do universo Marvel. Escrita por Mark Millar, cujo trabalho mais lembrado na Marvel além desse é Os Supremos, e com a arte de Steve McNiven, as sete edições de Guerra Civil foram compiladas em um encadernado capa dura lançado no Brasil em 2010. E foi um pouco depois do lançamento, provavelmente no início de 2011, que eu comprei esse encadernado e li esse divisor de águas do Universo Marvel.
      Não se preocupe, a partir de agora vou comentar sobre a história em si, mas com o devido cuidado para não soltar possíveis spoilers do filme
                Tudo começa por causa de um acidente. Durante a gravação de um episódio do seu reality show, um grupo de super-heróis da terceira, ou quarta, divisão da Marvel, denominado Novos Guerreiros, encontra uma casa com vários super vilões vivendo escondidos. Na tentativa de fazer um episódio que renderia uma grande audiência, os Novos Guerreiros entram numa luta com esses vilões. Porém um desses vilões é Nitro, antigo inimigo do Capitão Marvel que tem a capacidade de se transformar em uma bomba viva. E de fato é o que acontece, mas ele explode do lado de uma escola e acaba matando seiscentas pessoas na explosão. Esse foi apenas mais uma das catástrofes envolvendo super seres que acontecia naquele ano no Universo Marvel. Não preciso dizer que a repercussão disso foi gigante. A questão dos super-humanos estava fora de controle e algo precisava ser feito. Proibir os heróis de bater em vilões estava fora de questão, em um mundo lotado de gente ruim com todo tipo de poderes isso seria impraticável. Eis que surge uma solução: registrar todos os heróis e torná-los agentes do governo. É aí que começa a treta generalizada.
               

              O aspecto mais importante de Guerra Civil é o fato de que de fato não existem heróis ou vilões. Os heróis pró-registro liderados pelo Homem de Ferro têm razões bem fundamentadas para concordar com a lei, assim como os heróis anti-registro liderados pelo Capitão América. O bem e o mal não estão em conflito nessa história, certo e errado dependem exclusivamente do ponto de vista do leitor. O “escolha um lado” ou o “de que lado você está?” foram utilizados para divulgar tanto a série dos quadrinhos quanto o filme que estreia já já. Por que é assim que o leitor se sente, ler Guerra Civil é escolher um lado, torcer pelo que você acha certo, sabendo que o outro lado não está tão errado assim. Porém cabe ressaltar que nem por isso o conflito se torna mais bonito.
               

           Duas coisas interessantes podem ser observadas quando o conflito dos heróis realmente começa. A primeira é que claramente nenhum dos personagens tem satisfação naquilo. A cada briga, a cada porradaria generalizada, a cada momento de embate, os personagens ficam mais quebrados. Enfrentar um antigo companheiro, uma pessoa que talvez tenha salvo sua vida é uma experiência traumática. E conforme a história avança a coisa não fica mais bonita. Isso nos leva à segunda coisa interessante: como em toda guerra que se preze, os dois lados da Guerra Civil também passam dos limites. Soluções eticamente questionáveis e que em alguns aspectos são quase hediondas, acabam fazendo com que role uma dança das cadeiras. Os dois lados não contabilizam só baixas, mas também desertores. A partir de determinado ponto, praticamente todo mundo se questiona em relação ao certo e errado de tudo aquilo, se aquela luta realmente vale a pena ou se eles estão do lado errado. Inclusive os vira-casacas são os meus personagens preferidos dessa saga.
                Sobre a arte não tenho muito a dizer. Exceto em alguns momentos em que os rostos ficam um pouco estranhos e em boa parte das páginas rolar um close desnecessário nas bundas de algumas heroínas, a arte de Steve McNiven é muito boa. Alguns dos momentos mais marcantes são destacados com quadros de meia página, artes de página inteira e com algumas das melhores artes de página dupla que eu já vi. Editorialmente Guerra Civil deve ter sido um desafio e tanto. Ao contrário de hoje em dia, lá em 2006 os eventos anuais afetavam praticamente todas as publicações da editora. Guerra Civil tem uma quantidade exorbitante de tie ins (revistas ligadas à série principal, que normalmente ajudam a expandir a história presente no evento), seja as edições especiais que foram publicadas aqui nos quatro números de Guerra Civil Especial, seja nos títulos regulares de boa parte dos heróis. O guia de títulos é no mínimo desanimador para quem tem vontade de ler tudo relativo à Guerra Civil. Inclusive algumas coisas que acontecem nesses tie ins só terminam na série principal e algumas pontas que parecem soltas na série principal também só são amarradas em alguma das histórias paralelas. Não é difícil ver alguma coisa começando sem terminar ou terminando sem você ter visto o começo.
               

            Sobre o filme tenho algumas coisas que merecem ser comentadas. Quando anunciaram que o terceiro filme do Capitão América seria uma adaptação de Guerra Civil não me pareceu uma notícia muito boa. Imediatamente eu me lembrei de dois personagens que fazem uma diferença fantástica, e por que não dizer que tem papéis espetaculares. Quando eu penso em Guerra Civil, mais do que Capitão América e Homem de Ferro, eu me lembro de Homem-Aranha e Mulher Invisível. Lembrando que quando o filme foi anunciado a Marvel e a Sony ainda não tinham fechado o acordo que permitia o uso do personagem nesse filme. O Homem-Aranha se torna uma espécie de garoto propaganda da Lei de Registro, inclusive protagonizando uma das cenas mais icônicas da saga que é a revelação pública da sua identidade secreta, mas acaba mudando de ideia quando a patota do Homem de Ferro começa a passar dos limites, mesmo motivo pela qual a Mulher Invisível troca de lado, mas com ela o contexto é ligeiramente diferente. Susan já tem uma identidade pública, assim como os demais membros do Quarteto Fantástico. A Mulher Invisível resolve abandonar os filhos e ir contra o marido para tentar impedir que aquilo tudo vá mais longe e faça ainda mais estragos.


Outra coisa que não vai existir no filme é o agente motivador da lei de registro. A irresponsabilidade de pessoas com poderes sobre-humanos provocou a Guerra Civil dos quadrinhos e no cinema os motivadores são os efeitos catastróficos que a atuação dos Vingadores e de seus membros vem causando ao longo dos anos. Além disso eu imagino que, por ser um filme que tem Capitão América no título, não deve gerar aquela dúvida no espectador sobre qual lado escolher. Com a história focada no Capitão, é bem provável que sejamos induzidos a escolher o lado dele. Vai ter o Homem-Aranha, mas acredito que ele não vai ter tanta relevância quanto nos quadrinhos. Com o filme solo dele vindo daqui a pouco, acho pouco provável que ele faça uma revelação pública da sua identidade secreta, o que tiraria muito do impacto que as decisões do personagem causaram em quem leu. Por uma questão de justiça não vou levar em consideração a disparidade gigantesca entre o número de heróis do filme e dos quadrinhos, seria sacanagem.


Guerra Civil para mim é mais que apenas uma história. Em 2010 eu comecei a ganhar meu próprio dinheiro e Guerra Civil foi um dos primeiros encadernados que eu comprei. Muito do que eu li depois é melhor do que Guerra Civil, mas até hoje é uma história que mora no meu coração, foi o começo da realização do meu sonho de criança de ter minha própria coleção de quadrinhos. Pouco mais de cinco anos depois eu me sinto feliz de ter começado com uma obra tão influente. Uma obra que pautou o Universo Marvel nos anos seguintes. Um clássico, com todas as honras e significados que a palavra pode ter. Podem fazer quantas quiserem, no cinema ou nos quadrinhos, mas nenhuma será como a primeira, e para mim única e verdadeira, Guerra Civil.


sábado, 23 de abril de 2016

The Rock confirma produção da continuação do sucesso Jumanji.


Na foto, o ator tem o roteiro do novo filme na mão.
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Um dos mais divertidos filmes estrelado por Robin Williams irá ganhar uma nova produção. Com a participação de Dwayne "The Rock" Johnson na produção e também atuando, Jumanji terá uma nova versão que, segundo o próprio The Rock, irá agradar aos antigos fãs. 

Dwayne usou essas palavras em seu perfil do Instagram, de onde foi retirada a foto acima:

Trabalhando e afiando um roteiro já muito bom com a minha equipe @sevenbucksprod. O próximo passo é o encontro com nosso produtor Matt Tolmach e o diretor Jake Kasdan. Filmagem começa neste outono.
Promessa de entregar algo legal e especial .. e não estragar a coisa toda ;)
É oficial. Vamos produzir e entregar a toda uma nova geração um título que eu amo e é um dos meus favoritos de todos os tempos. Há jogos que você joga para se divertir ... depois há jogos que mudarão a sua vida. Jumanji.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Muitos lançamentos de livros marcam a semana da Companhia das Letras.


Foe, J.M. Coetzee (Tradução de José Rubens Siqueira)

Neste clássico da literatura contemporânea, publicado originalmente em 1986, o prêmio Nobel J.M. Coetzee reinventa a história de Robinson Crusoé. No início do século XVIII, Susan Barton se vê à deriva após o navio em que viajava ser palco de um motim de marinheiros. Ao desembarcar em uma ilha deserta, encontra abrigo ao lado de seus únicos habitantes: um homem chamado Cruso e seu escravo Sexta-feira. Cruso é um sujeito irascível, preguiçoso e autoritário: perdeu interesse em fugir da ilha ou mesmo em rememorar os eventos que marcaram sua chegada àquele lugar. Sexta-feira, por sua vez, não pode falar: teve a língua cortada, não se sabe se por proprietários de escravos ou pelo próprio Cruso. Depois de um ano, eles são resgatados por um navio que rumava para a Inglaterra, mas apenas Susan e Sexta-feira sobrevivem à viagem a Bristol. Determinada a contar sua história, ela busca um famoso escritor de seu tempo, Daniel Foe, na esperança de que ele escreva um livro sobre sua experiência na ilha. Mas com a morte de Cruso e a incapacidade de articulação de Sexta-feira, a tarefa se mostra mais difícil do que pensava. Vaidoso, Foe insiste em adaptar a narrativa a seus caprichos. Susan, por sua vez, tem de convencê-lo de que sua versão é melhor e luta para manter viva a memória de um passado do qual permanece como única testemunha — ou ao menos a única capaz de transformar aquela experiência em linguagem. Traiçoeiro, elegante e inesperadamente lírico, Foe é uma das obras de construção mais complexa na carreira de um mestre absoluto da literatura.



Rio de Janeiro, anos 1940. Guida Gusmão desaparece da casa dos pais sem deixar notícias, enquanto sua irmã Eurídice se torna uma dona de casa exemplar. Mas nenhuma das duas parece feliz em suas escolhas. A trajetória das irmãs Gusmão em muito se assemelha com a de inúmeras mulheres nascidas no Rio de Janeiro no começo do século XX e criadas apenas para serem boas esposas. São as nossas mães, avós e bisavós, invisíveis em maior ou menor grau, que não puderam protagonizar a própria vida, mas que agora são as personagens principais do primeiro romance de Martha Batalha.  Enquanto acompanhamos as desventuras de Guida e Eurídice, somos apresentados a uma gama de figuras fascinantes: Zélia, a vizinha fofoqueira, e seu pai Álvaro, às voltas com o mau-olhado de um poderoso feiticeiro; Filomena, ex-prostituta que cuida de crianças; Luiz, um dos primeiros milionários da República; e o solteirão Antônio, dono da papelaria da esquina e apaixonado por Eurídice.


O livro dos bichos, Roberto Kaz

Um dos grandes nomes do novo jornalismo brasileiro, Roberto Kaz chegou a escrever sobre figuras das artes, do futebol e da política, mas especializou-se em textos sobre animais. Cada bicho serve para conduzir o leitor a um universo desconhecido. Assim, quando fala de um touro reprodutor, Kaz revela todo um mundo de negociações milionárias e intrigas políticas. Quando conta sobre a quase extinta ararinha-azul, dá um panorama rico e informado a respeito do protecionismo ambiental. Quando perfila uma celebridade animal, revela uma guerra de patentes nos bastidores da maior emissora do país. Sempre com empatia, Kaz extrai desses bichos histórias carregadas de tristeza e humor, que revelam tanto sobre o mundo animal quanto sobre nós mesmos.

Alfaguara

Memorial da fraude, Jorge Volpi

No auge da crise imobiliária de 2008, um dos mais respeitados gênios financeiros de Nova York é acusado de desfalcar seus clientes em quinze bilhões de dólares — uma fraude histórica que o alça ao rol dos grandes criminosos financeiros de nossa época. Enquanto narra suas confissões, o protagonista admite: “sou um canalha e um ladrão”. Ao mesmo tempo, faz questão de expor outros criminosos que atuam no mercado financeiro e cometem fraudes ainda piores.


Diário do farol, João Ubaldo Ribeiro

Em Diário do farol, um clérigo amoral e inescrupuloso relata as maldades que perpetrou ao longo da vida. Os maus-tratos que sofreu na infância mudaram profundamente sua forma de ver o mundo: ele constatou que não havia motivos para ser bom, e decidiu que seria para sempre mau. Deixando de lado o filtro de qualquer valor moral, o padre lança mão de astúcia, dissimulação, violência e todo tipo de recurso torpe para atingir seu principal objetivo — tornar-se o pior dos seres humanos.



Bienal do Livro de Minas e outros eventos de literatura divulgados pela Companhia das Letras.


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Bienal do Livro de Minas

De 15 a 24 de abril, autores do Grupo Companhia das Letras participam da Bienal do Livro de Minas Gerais. Confira a programação:
  • Café Literário com Eloar Guazzeelli e Ilan Brenman
  • Sábado, 23 de abril, às 13h
  • Local: Pavilhão de Feiras

  • Café Literário com Martha Medeiros e Xico Sá
  • Sábado, 23 de abril, às 16h30
  • Local: Pavilhão de Feiras

  • Café Literário com Zuenir Ventura e Rodrigo Lacerda
  • Sábado, 23 de abril, às 19h30
  • Local: Pavilhão de Feiras

  • Café Literário com Luiz Ruffato
  • Domingo, 24 de abril, às 18h
  • Local: Pavilhão de Feiras

Feira do Livro do Instituto Cervantes


Sábado. 23 de abril, das 9h às 15h
Para marcar os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes, o Instituto Cervantes de São Paulo organiza uma série de comemorações e uma feira do livro, com participação da Companhia das Letras.
Local: Instituto Cervantes — Av. Paulista, 2439 — São Paulo, SP

Lançamento de Outro silêncio na pré-estreia da FestiPOA Literária

Domingo, 24 de abril, às 19h
Alice Ruiz S autografa o livro Outro silêncio no evento de pré-estreia da nova edição da FestiPOA Literária, em Porto Alegre.

Local: Aldeia — Rua Santana, 252 — Porto Alegre, RS

O Poderoso Chefão à venda em um belo pôster 3D da McFarlane Toys.



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A linha McFarlane Pop Culture Masterworks dá vida e prespectiva nova para pôsteres de filmes e capas de álbuns famosos. O pôster do clássico filme O Poderoso Chefão (The Godfather) é uma peça única que irá tornar seu ambiente muito mais interessante. Uma obra de arte que dá vida ao pôster original. Peça para colecionador e com o melhor preço do Mercado Livre.

Coloque-o em sua estante ou parede. 

Apesar de ser um produto usado, sem a caixa original, a peça está impecavelmente preservada, sem arranhões ou defeitos. Não perca esta oportunidade...
Acesse o link e faça sua compra: Mercado Livre (Godfather)

  • Fabricante: McFarlane Toys

  • Medidas: 22 cm x 30.5 cm x 5 cm

  • Série: 3D Posters

  • Material: PVC de alta qualidade


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Cosplay feminino do Coringa de Jared Leto. E outros cosplays por Hong-Chan.



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A cosplayer Hong-Chan recriou de forma bem competente o controverso e sinistro Coringa interpretado por Jared Leto. 
Mas o trabalho dela não para por aí. Desde maquiagens elaboradíssimas até outros cosplays, ela se destaca pelo bom trabalho e beleza.
Confiram...













Robin Hood Bizzaro: a Anatel decide roubar dos pobres para dar aos ricos



Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo. #apogeudoabismo

A polêmica não poderia ser menor. A Anatel, órgão responsável por ditar as regras na comunicação do Brasil, resolveu – sem prévio aviso – impor uma medida que cria limites para a quantidade de dados que cada usuário da internet pode usar por mês. Para que você se situe, hoje pagamos por velocidade de tráfego de dados, isto é, sua conexão tem “x” Mbps (Megabits por segundo). Comparativamente, a velocidade da internet brasileira está bem abaixo da média mundial, já que em 2015 ocupávamos o 89º lugar, abaixo da Argentina, Chile e Uruguai, conforme aponta estudo feito pela empresa Akamai e divulgado através do relatório “State of internet” (leia mais pelo Olhar Digital).

O relatório mostrou que a média de conexão dos brasileiros é de 3,4 Mbps, velocidade muito baixa, principalmente quando comparamos com o resto do mundo. A Coréia do Sul, a mais rápida, tem apenas 23,6 Mbps de média na conexão, algo obtido através de pressão do governo nas operadoras que terão seus direitos perdidos caso não apresentem uma velocidade compatível com aquela estipulada pela agência reguladora e, óbvio, com aquilo que os usuários esperam e pagam.

Mas não pense que na Coréia o preço por essa velocidade é alto. Na verdade, o governo investiu com antecipação na infraestrutura para a navegação. Com planejamento e inteligência, os sul-coreanos criaram uma política de tráfego de dados coerente com as necessidades do povo, das empresas e de um país consciente da importância da internet na vida do cidadão comum e do próprio governo. Não é luxo, é necessidade. Um país com uma internet lenta está defasado em relação aos demais que tem conexões rápidas. Lembremos que a web não é usada apenas para assistir a programação da Netflix, Youtube ou baixar filmes. Estudar (invariavelmente com o uso de vídeo aulas), pesquisar, ler, acessar rádios do mundo todo, programar... são inúmeros os recursos da internet que estão cada vez mais pesados (em termo de dados trafegados), pois a qualidade do que lemos e vemos é cada vez maior.

Eu acho inadmissível que um governo (assim como as operadoras que receberam a permissão para fornecer serviços de navegação online) não tenham – a longo prazo – previsto isso. Antes, um vídeo tinha péssima qualidade, pixelizado e com áudio ruim, fatos que o deixavam com um tamanho pequeno. Hoje, um filme é disponibilizado em full HD para baixar ou ser assistido por meio do streaming, o que implica em dizer que os dados serão muito maiores. Basta que lembremos que filmes em formato rmvb tinham, em média, tamanho de 500 Mb, ao passo que os mesmos em formato mkv têm sua média em torno de 2 Gb.

Outro absurdo que a Anatel e as operadoras desconsideraram foi o aumento da população ao longo dos anos. Temos mais de 200 milhões de pessoas no país e , obviamente, o número de usuários irá aumentar ao longo dos anos. A regra é bem simples: se em 2000 uma família era composta por um casal e dois filhos de apenas 2 anos cada, teremos dois usuários de internet usando a conexão. Dez anos após, a mesma residência terá os pais e mais dois adolescentes de 14 anos que, certamente, serão usuários mais ávidos por consumir através da internet que seus pais. O exemplo cita uma única família, apliquem isso a todo o país...

Agora, voltando ao título do texto, vou explicar o porquê nomeei a Anatel de Robin Hood Bizarro (alusão a um dos inimigos do Superman). Bem, o fato é que estamos diante de uma agência que deveria regularizar e fiscalizar as operadoras para que estas não manipulem informações de forma a ludibriar o consumidor. A Anatel é a ferramenta que garante, pelo menos no papel, a honestidade nos preços e serviços oferecidos por empresas como a Oi, Tim, Claro e Vivo (as gigantes da telecomunicação no Brasil). Essas operadoras jamais irão ter prejuízos com o fornecimento de internet aos brasileiros. Elas enriqueceram de forma vergonhosa com o fornecimento de pacotes de dados que prometiam velocidades “altas” de navegação, mas que jamais eram reais. Foram anos em que o usuário navegava com uma velocidade paga que, na verdade, jamais era fornecida. Isso quase não ocorre mais em função das ferramentas de fiscalização e, claro, do aumento do conhecimento do usuário. Mas é fato que estamos anos-luz distantes de uma internet justa, seja no preço ou na velocidade.

Então, alguém me explique, a Anatel resolve blindar a quantidade de dados que um usuário pode usufruir ao mês. Comparativamente, você poderia ir do Rio de Janeiro a São Paulo com um tanque e, agora, o trajeto é interrompido na metade do caminho, não importa se ainda resta gasolina que você comprou. Quer continuar a andar? Pague mais.

Ora, de que lado a Anatel está? Ela resolve impor taxas ao consumidor (que ainda recebe um péssimo serviço) para beneficiar as ricas empresas que provêm a internet? Não há algo estranho nessa história? Novamente o cidadão comum é oprimido, desconsiderado por quem deveria defendê-lo. A situação é ridícula e cria um clima de “ditadura digital” onde eu e você, consumidores comuns, teremos que nos submeter aos caprichos do presidente da Anatel que resolveu impor isso em um evidente conluio com as grandes operadoras.

Vou frisar que somos um dos países onde os cidadãos mais pagam impostos no mundo. Trabalhamos para sobreviver à carga tributária e aos aumentos de todos os serviços. Ficaremos calados diante de mais uma medida corrupta e prejudicial ao cidadão? Jamais!

Tenha consciência de que você tem seus direitos. Proteste e faça com que estas informações cheguem ao máximo de pessoas possível. Não somos omissos e não acataremos mais uma medida descabida e protetora às grandes empresas. A Oi, Vivo, Tim, GVT, Embratel e Claro, entre outras, têm lucros exorbitantes, fato provado por sua permanência em um país com carga de tributos imensa. O que está acontecendo é que fomos traídos por quem deveria proteger-nos. E essa traição é fruto, afirmo, de acordos entre operadoras e a presidência da Anatel que, claramente, está sendo beneficiada nessa jogada.

Isso gerará lucros para as empresas e também para os que permitiram esses lucros. Alguém ainda pensa que a Anatel (e suas lideranças, incluindo o presidente João Rezende) não levará nada com essa história? Tem que ser muito inocente para acreditar nisso.

Por fim, se hoje o dinheiro está escasso para um simples cinema ou passeio e você tinha a internet como fonte de entretenimento e conhecimento, saiba que tudo irá piorar caso deixemos que o xerife dê mais dinheiro ao príncipe John. 

Por uma #internetjusta.

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