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sábado, 10 de dezembro de 2016

Westworld sexto episódio: quando o inimigo mora ao lado.


O ciclo narrativo de Maeve se repete. Mas há algumas coisas diferentes nela. A persistência de sua memória é visível, inclusive no destemor ao provocar um convidado a matá-la. Tudo, porém, tem um propósito em suas ações e ela alcança seu intento.

O desenrolar do anfitrião perdido comprova a teoria de que há espiões desviando dados do parque. O propósito? Nada é esclarecido, mas Bernard e Elsie sabem como rastrear quem está por trás dessa traição.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.
Nesse ponto, o espectador mais atento provavelmente notou uma homenagem ao filme homônimo de 1973. Um androide parado no canto de uma parede usa as mesmas roupas e pose do androide da produção original, interpretado por Yul Brynner.


A história prossegue e mostra o conflito de Felix, um dos responsáveis pela manutenção e recuperação dos androides, com Maeve. Esse é um conflito de ideias, pois Felix não compreende as mudanças que ela apresenta. Como, questiona-se, é possível ela despertar sozinha e manter suas memórias? Apesar disso, Felix não resiste ao encanto de Maeve. Seja por medo ou por carência, ele decide levá-la aos principais locais de construção dos anfitriões. A cena é triste, tendo ao fundo o som de um violino, cheia de insensibilidade por parte dos que constroem e fazem a manutenção. O lugar é frio, indiferente às “vidas” que estão nele contidas. A interpretação de Thandie Newton é impecável. O choque ao se deparar com a mentira vivida, o horror em seus olhos quando compreende que sua história é uma farsa. Essas cenas são mais impactantes que a violência comum ao seriado, já que a dor da personagem está estampada em seus traços e olhos. É a constatação de que nada estava sobre seu controle. 

E por falar em controle, voltamos a nos deparar com o Homem de Preto e Ted. Eles estão juntos na caça por Wyatt, cada qual com seu motivo, e são surpreendidos quando entram disfarçados em um acampamento militar. Entretanto, a surpresa maior está no surgimento de uma faceta de Ted que ninguém imaginava. E dúvida surgem com essa nova personalidade. Será que Ted é Wyatt? As lembranças vem e voltam com rapidez, confundindo o espectador a todo instante. Tal como acontece com Dolores, Ted também tem lampejos de sua vida passada ou ao menos é o que o diretor quer nos incitar a acreditar.

Descobertas acontecem em um ritmo que choca. Bernard e Elsie encontram a fonte de transmissão de dados usada pelos espiões. Bernard também encontra um local que é reservado apenas para Ford, uma espécie de retiro onde o criador do parque passa alguns momentos perto de pessoas que lhe são caras. É nesse ponto que percebemos que Arnold não é o homem apontado na foto antiga com Ford. Logo, quem será o misterioso sócio de Ford, falecido há anos? E por que ele não apareceu na foto?

Theresa e Bernard se reencontram após encerrarem de forma abrupta o caso que tinham. O motivo está na desconfiança de Bernard sobre certas ações de Ford. Segredos surgem e mostram que as aparências enganam e, além disso, evidenciam que é difícil confiar quando interesses são postos acima do dever. Bernard é um homem de princípios e ele não aceita atitudes incompatíveis com a ética de seu trabalho. Já Theresa se mostra uma mulher decidida, forte e ciente de seus atos... certos e errados.

Novas entrelinhas são apresentadas ao público e confirmam a presença de Arnold até em anfitriões teoricamente sob o controle de Ford. Essa constatação deixa no ar uma questão: será Arnold um programa residente capaz de controlar os anfitriões e burlar os sistemas de segurança do parque? E se for, o que o impede de desvincular os androides de suas seguranças digitais e permitir que tomem o parque?

Retornamos à cena em que Elsie vasculha o ponto de envio de dados. Lá, ela descobre um fato assombroso, mas ela não é a única pessoa nesse lugar remoto.

Maeve está decidida a remover suas amarras. Com a ajuda de Felix e Sylvester, este não tão cooperativo, ela recebe um upgrade em sua programação comportamental e cognitiva. Uma nova Maeve surge para dar um ar ainda mais caótico à narrativa de Westworld.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Homem-Aranha: de volta ao lar. Review do trailer.


Sim, a parceria entre o Amigão da Vizinhança (Tom Holland) e o Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) deu muito certo. Assim como também a parceria entre a Sony e a Marvel Studios. O resultado final? Tony Stark estará no filme do Aranha. 
As primeiras cenas do trailer são, na verdade, partes onde Peter Parker atua com os Vingadores em "Capitão América: Guerra Civil". O que isto significa? Que "Homecoming" será um filme passado logo após os eventos da Guerra Civil. Mais do que isso, Parker e Stark terão uma relação quase paternal onde um será o pupilo do outro. O tom de humor, característico do próprio personagem, será mantido. A cena onde ladrões mascarados como os Vingadores roubam um caixa eletrônico e são surpreendidos por ele já dá um claro indício disso.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Essa nova versão do Aranha, conduzido pelo Homem de Ferro não é novidade para os fãs dos quadrinhos. Nos eventos de Guerra Civil, nas HQ, o uniforme do Peter foi refeito por Stark e toda a tecnologia que ele domina. Agora, a diferença está no fato de que o uniforme do Aranha, mais resistente que algumas versões anteriores, terá melhorias que farão mais sentido com a intervenção da tecnologia da Stark, incluindo a asa dará ao traje a funcionalidade de um Wingsuit. 

Essa evolução será indispensável para combater um inimigo antigo, porém adaptado aos novos tempos: o Abutre. Interpretado por Michael Keaton (o primeiro Batman após a série da década de 60), o Abutre será um criminoso que tem recursos tecnológicos avançados e uma gangue ao seu dispor. Essa inovação é bem vinda. Afinal, o Abutre clássico não seria páreo para o Homem-Aranha, o cara que derrotou o Falcão e o Soldado Invernal brincando o tempo inteiro. 
Algumas cenas mostram que esse novo Abutre e seus comparsas não vieram para brincadeira. Explosões, arremessos de veículos e aparato militar estão entre os "recursos" dos vilões. As cenas com Keaton dão a ele uma aparência maligna, típica de alguém que está disposto a tudo para ter o que quer, inclusive matar as pessoas próximas de quem tentar impedi-lo.
Nota: uma das armas de um capanga do Abutre é exatamente igual à usada pelo Ossos Cruzados em Guerra Civil. A própria armadura do Abutre lembra um pouco a usada pelo Falcão. 
Essas tecnologias apontam para alguns prováveis fatos: roubo de tecnologia da S.H.I.E.L.D, participação da Hydra ou até mesmo o uso de recursos da própria Indústria Stark. Isso só comprovaria a interligação entre os filmes da Marvel, algo fantástico para ajudar na compreensão das tramas e dar uma narrativa mais linear aos espectadores.
Para reforçar a ameaça às pessoas que são amadas por Peter, aparece a Tia May (Marisa Tomei) com uma expressão apreensiva, seguida de cenas da melhor amiga dele, Liz Allen (Laura Harrier) caindo e sendo salva. 

Nas cenas seguintes, há um aparente ataque do Abutre a um Transatlântico. Nada é explicado sobre isso, porém ele culmina com uma cena muito parecida com a que vimos em Homem-Aranha 2. Dessa vez, contudo, a força dele fica ainda mais evidente por ele deter a destruição do navio com o uso das teias. Confiram:

Spider-Man 2
E, para fechar com chave de ouro, a cena que marca a parceria entre o Aranha e o Homem de Ferro. Impecável.
Então, aguardemos com muita ansiedade o ano de 2017 e a estreia dessa retomada das aventuras do Homem-Aranha. 
Eu aposto todas as fichas nesse filme. E você?


quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Lista de Compras: estatueta da sensual Hera Venenosa (Poison Ivy).






Hera Venenosa é uma personagem que tem uma história de loucura e sensualidade que marcou o universo do Batman. Ela ganhou uma breve e marcante aparição em Orquídea Negra, escrita por Neil Gaiman, onde uma parcela de seu passado é revelada. A personagem já dominou vilões e heróis com seus poderes e toxinas, incluindo o próprio Superman. 
Agora, a Sideshow Collectibles lançou uma estatueta da vilã com detalhes impressionantes e, acima de tudo, uma beleza ainda mais surpreendente. Vestida apenas por suas plantas e cercada por carnívoras, Hera é uma peça que você precisa ter em sua estante. Acabamento impecável, fiel à versão dos quadrinhos e pintada à mão. 

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


DETALHES DO PRODUTO

Licença
DC Comics
Escala
Premim Format Figure ™
Fabricante
Sideshow Collectibles
Tamanho 
21 "H (533,4 milímetros) x 9" W (228,6 milímetros) x 9 "L (228,6 milímetros) *
Box Tamanho
12.00 "H (304,8 milímetros) x 19,00" W (482,6 milímetros) x 24,00 "L (609,6 milímetros) *
Peso 
8,00 lbs (3,63 kg) *
SKU do produto
300220
UPC
747720222311
Artistas
Kat Sapene (pintura), Mark Newman (Escultor), Stan Lau, Dylan Forman e Kirs Anka (desenho).







Pôsteres de Star Wars impressos em placas de metal para embelezar seu lar.


Rey
Algumas paixões merecem ser imortalizadas e postas para embelezar nossa casa ou escritório. Star Wars é uma dessas paixões que unem cinema, ficção, fantasia, aventura e personagens marcantes. Assim, a empresa Poster Plate criou pôsteres em metal, impressos em altíssima qualidade com imagens estilizadas de alguns dos principais personagens do último filme da saga. Rey, Poe, Chewbacca, Phasma e o Trooper que deu uma surra em Finn. Aliás, faltou um poster do Finn para completar essa coleção incrível. 
Gostaram? Acessem o site pelo link e adquiram algumas dessas obras de arte para deixar seu ambiente com a sua cara. 

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.


Chewbacca 

Phasma


Poe

Trooper


quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Quarto de Jack. Review de um impactante e inspirador filme.


O Quarto de Jack é o filme baseado no livro Room, da autora Emma Donoghue. A atriz Brie Larson foi agraciada com o Oscar de melhor atriz, mas é fato que o menino Jacob Tremblay também era merecedor de uma estatueta por sua convincente atuação. Agora, fiquem com o review completo dessa instigante e inesquecível obra cinematográfica.

ATENÇÃO!!! Só prossiga se tiver visto o filme. Cada segundo dele é uma nova descoberta e a antecipação de trechos do enredo pode prejudicar sua experiência.

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

O filme começa com uma mulher e uma criança. A criança, Jack, acabou de completar 5 anos de idade. Aparentemente, mãe e filho estão em uma espécie de cárcere. A mulher é extremamente zelosa, mesmo diante das condições restritas que lhe são dadas. Eles vivem bem para quem mora em um ambiente com algo perto de 9 metros quadrados.
A rotina é cansativa, repetitiva. Mesmo diante disso, a mulher procura dar sentido ao isolamento dela e do menino. Eles conversam, veem TV e se exercitam. Vez ou outra recebem a visita de um misterioso homem. Eu comecei a ver o filme sem que ter noção do que se tratava a história. Com pouco mais de 20 minutos o novelo começa a se desenrolar. É estranho compreender do quê estamos diante. Muito estranho.
Jack não conhece nada do mundo além daquilo que vê na TV ou as coisas contadas por sua mãe. Algumas vezes, ele é o narrador da história e mostra a inocência em suas palavras. É um menino que vive apenas com a mãe, mas não ostenta a solidão que isso traria a outra pessoa... pelo menos na maioria das vezes. Em outras ocasiões, infelizmente, a solidão o atinge com a força de um carro. É triste ver um menininho sofrendo em um quarto, isolado de tudo o que a infância pode proporcionar. Mais triste ainda é contemplar, sem nada poder fazer, a mãe em suas tentativas frustradas para livrar o menino de sua situação. Para o espectador, a claustrofobia e o receio de que algo de ruim aconteça a eles é terrível. Os sentimentos oscilam entre o medo, a pena e a raiva.
Na continuidade do filme, a mãe assume um grande risco e tenta remover seu filho daquele mundo frio e pequeno. Jack sai da casa de uma forma engenhosa e, finalmente, a roda da fortuna começa a girar para ele e sua jovem mãe. Nessas cenas, somos brindados com duas atuações fortíssimas tanto do ator que interpreta Jack (e convence muito), quanto por parte da atriz Brie Larson que merecidamente ganhou o Oscar de melhor atriz.


A vida dos dois muda radicalmente. A adaptação, principalmente para Jack, é incrivelmente difícil. Basta imaginar que se trata de uma criança criada em cativeiro, vítima de um maníaco que estuprou sua mãe e os manteve presos. No mundo real, Jack não compreende boa parte do que acontece pois, infelizmente, ele não viveu para aprender sobre as situações que agora vive. Nessa parte, novamente se destaca o ator mirim xxx por sua narração que dá vida e veracidade ao que está sendo dito.
O que diferencia O Quarto de Jack de outras produções que abordaram o sequestro está na visão após o fato. Quais as sequelas de passar por tanto sofrimento? É possível voltar a ter uma vida normal? E o que dizer quando sua vida normal estava ligada ao seu cárcere? Essas questões vem e voltam a partir da metade do filme, sempre de forma impactante, real e reflexiva.
Há ainda outras cenas que ampliam a complexidade da narrativa e demonstram o quanto o roteiro está bem amarrado: a mãe de Jack, Joy, passa a conviver com a sensação de incapacidade não só por causa do cativeiro, mas por conta de seu despreparo emocional. Não há sentimentalismo barato nesse filme, apenas a visualização de uma realidade dura e brutal que pode parecer chocante para os espectadores, porém foi indispensável para moldar uma parcela da personalidade de Jack e sua mãe.
Tragédias não afetam apenas as vítimas, essa é uma lição deixada pelo roteiro de O Quarto de Jack. Todos que estão próximos às pessoas afetadas pelo fato trágico serão atingidas com igual ou maior força. A vida não é um filme com final feliz, elucida a trama do filme, porém é possível viver as menores alegrias e tirar o melhor das coisas ruins. Estamos em constante aprendizado e é assim que cresceremos como seres humanos. Jack e sua família sofreram demais e tiraram uma cara lição disso tudo: viver intensamente cada segundo.
Por fim, achei bastante inteligente a analogia entre o quarto e a vida de uma pessoa comum. Às vezes, ficamos presos a um status quo, o que não significa que modificar isso será ruim.

Ninguém sairá intacto à experiência de assistir essa obra. Eu continuarei refletindo sobre ela mesmo após anos de publicação desse post. 


terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Os efeitos especiais que tornam o comum em algo inacreditável nos filmes.


Desde o início do cinema, de sua concepção, para ser mais exato, somos apresentados a cenas que seriam impossíveis. O começo foi bem divertido por não haver os recursos tecnológicos que hoje temos, óbvio. Mas é fato que os esforços das equipes de efeitos especiais, dos roteiristas e da visão do diretor - analisando de forma minimalista - sempre tiraram ideias do papel e deram vida a seres, universos e cenas antes apenas imaginadas. 
As técnicas foram evoluindo. Passamos por efeitos de câmeras simples, uso de marionetes, stop motion, fundos pintados, miniaturas, robôs, inclusão de sons e maquiagens cada vez mais convincentes. Tudo isso está incluso na categoria Efeitos Especiais. 
Claro que as interpretações são fundamentais. Aliás, hoje em dia essas interpretações são cada vez mais necessárias. Há cenas que dependem exclusivamente da atuação do ator ou atriz para dar vida a um personagem, dar credibilidade ao que está sendo contado. Principalmente com o advento dos efeitos especiais mais avançados, chroma key e captura de movimentos. 
Afinal, o cinema é isso: uma grande máquina para se contar histórias. Uma máquina que se vale de tecnologia avançada e isso tende a aumentar. As tentativas mostram erros e esses erros indicam os caminhos a seguir para dar mais vida e verdade ao que se quer mostrar. 
Esperamos por décadas para ter aventuras que antes habitavam apenas nossa imaginação transpostas para as telas. Assim foi com O Senhor dos Anéis, Tron, 300, histórias do Dr. Seuss, filmes como Sinbad e o olho do tigre, séries atuais do porte de Westworld, Game of Thrones, clássicos da literatura como Drácula, A Múmia e outros. Estar no espaço já não é privilégio de astronautas. Caminhar ao lado de lendas contadas pelos irmãos Grimm é possível. 
Tudo isso está ao nosso alcance graças à evolução dos efeitos especiais e também graças à busca incansável de homens e mulheres por formas de contar melhor e de forma mais convincente as histórias que saem das mentes de escritores fantásticos. Relembro que tudo isso só é possível com interpretações convincentes por parte dos atores e dubladores, no caso de animações.
Por isso, deixo esse post como uma singela homenagem aos que escrevem e àqueles que dão vida ao que está no papel e no coração de seus criadores. 

Texto: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.




























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