sexta-feira, 29 de julho de 2016

Mia Couto e outros autores são os destaques da semana pela Companhia das Letras.


Fonte: Companhia das Letras. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Farewell, de Carlos Drummond de Andrade
Publicado em 1996, Farewell é um livro póstumo de poemas de Carlos Drummond de Andrade. Mesmo tendo sido lançado nove anos após a morte do autor, esta é uma obra fundamental que toca em temas centrais da poética do escritor mineiro: o tempo, o amor, a brevidade da vida, a família, o encantamento pelos cinco sentidos. A melancolia de mãos dadas com o humor gauche, algo canhestro. A suave metafísica e a ironia delicada. Minas e o vasto mundo. Depuração de uma carreira exemplar e rara em nossas letras, Farewell reafirma, com a sensibilidade característica de seu autor, o percurso formal e ético de Carlos Drummond de Andrade.


Poemas escolhidosde Mia Couto
O escritor moçambicano Mia Couto tem grande incursão na prosa, com livros de contos, crônicas e romances premiados, mas a poesia sempre fez parte de seu universo criativo e segue como uma de suas formas de expressão favoritas. Para esta antologia poética, o autor selecionou poemas de seus livros Idades cidades divindades, Raiz de orvalho e outros poemas e Tradutor de chuvas.

Seguinte

Uma canção de ninarde Sarah Dessen (tradução de Flávia Souto Maior)
Remy não acredita no amor. Sempre que um cara com quem está saindo se aproxima demais, ela se afasta, antes que fique sério ou ela se machuque. Tanta desilusão não é para menos: ela cresceu assistindo os fracassos dos relacionamentos de sua mãe, que já vai para o quinto casamento. Então como Dexter consegue fazer a garota quebrar esse padrão, se envolvendo pra valer? Ele é tudo que ela odeia: impulsivo, desajeitado e, o pior de tudo, membro de uma banda, como o pai de Remy — que abandonou a família antes do nascimento da filha, deixando para trás apenas uma música de sucesso sobre ela. Remy queria apenas viver um último namoro de verão antes de partir para a faculdade, mas parece estar começando a entender aquele sentimento irracional de que falam as canções de amor…


Suma de Letras

Guia astrológico para corações partidos, de Silvia Zucca (tradução de Joana Angélica D’Avila Melo)
Quando Alice recebe, na mesma semana, a notícia de que seu ex vai se casar e de que a empresa onde trabalha contratou um consultor chamado David Nardi para avaliar e demitir parte do pessoal, ela tem certeza de que está vivendo um inferno astral. E tem razão. Tito, seu melhor amigo e superentendido de astrologia, jura que é um péssimo momento para ser de Libra, mas que as estrelas também estão lá para nos dizer os dias mais auspiciosos para a esfera profissional ou para encontrarmos nossa alma gêmea. Embora cética, Alice decide apostar nas dicas de seu guia astrológico, mas, estranhamente, a astrologia não a protege de encontros péssimos, decepções terríveis e algumas pequenas surpresas emocionantes. Por exemplo: por que David lhe parece cada vez mais interessante, se seus quadros astrológicos são a combinação para um desastre?


Companhia das Letrinhas


Marco queria dormir, de Gabriela Keselman (ilustrações de Noemí Villamuza e tradução de Mell Brites)


À noite, parece que tudo se transforma: o que é pequeno fica grande, o que é concreto vira abstrato e as coisas são engolidas pela escuridão. Era por isso que Marco não conseguia dormir. Para ajudá-lo, sua mãe tenta de tudo: cria um traje antimosquitos, escreve uma carta à Lua, arranja um bastão de escalada para manter o filho firme na cama… Mas será que Marco precisava mesmo de tudo isso? Às vezes, o que está faltando para uma noite tranquila é algo mais simples, que não tem forma nem cor, mas muda alguma coisa dentro da gente.

Eventos literários divulgados pela agenda da Companhia das Letras.



Jout Jout em BH. Sexta-feira, 29 de julho, às 16h
A youtuber Jout Jout autografa Tá todo mundo mal em Belo Horizonte. Confira as regras do evento.Local: Livraria Leitura do Pátio Savassi — Av. do Contorno, 6061 — Belo Horizonte, MG

Marcílio França Castro autografa Histórias naturais. Sexta-feira, 29 de julho, às 18h
Marcílio França Castro, que esteve na Flip 2016, autografa o livro de contos Histórias naturais em Salvador.
Local: Livraria Boto cor de rosa — Rua Marques de Caravelas, 328 — Salvador, BA

Bate-papo sobre Lima Barreto na Flupp Pensa. Sábado, 30 de julho, às 16h
Na Flupp Pensa, Felipe Correa conversará com o colunista e escritor Fernando Molina sobre a obra de Lima Barreto.
Local: Auditório da CADEG — Rua Capitão Félix, 110, Benfíca — Rio de Janeiro, RJ

George Orwell explica sua obra-prima 1984.


Fonte: Companhia das Letras. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

1984 é um dos romances mais influentes do século XX. Lançada poucos meses antes da morte de George Orwell, é uma obra magistral que ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre a essência nefasta de qualquer forma de poder totalitário. Em 1944, três anos antes de escrever 1984 e cinco antes de sua publicação, George Orwell encaminhou a um certo Noel Willmett uma carta em que detalhava a tese de seu grande romance. A seguir, leia esta carta publicada no site Open Culture e conheça mais sobre o que pensava o autor de um dos clássicos modernos mais importantes da literatura mundial.

* * *

Para Noel Willmett
18 de maio de 1944
10a Mortimer Crescent NW 6


Caro Sr. Willmett,

Muito obrigado pela sua carta. O senhor pergunta se o totalitarismo, culto ao caudilho etc. estão em ascensão de fato, ressaltando que essas coisas, aparentemente, não registram crescimento aqui na Inglaterra e nos Estados Unidos.
Insisto que acredito, ou temo, que quando se observa o mundo em sua totalidade, essas coisas estão aumentando. Claro, não restam dúvidas de que Hitler em breve será passado, mas somente às custas do fortalecimento de (a) Stálin, (b) dos milionários anglo-americanos e (c) de todo tipo de fuhrerzinho à la de Gaulle. Para onde quer que se olhe, todos os movimentos nacionalistas, mesmo os que surgiram como forma de resistência ao domínio alemão, parecem assumir formas não-democráticas, organizando-se em torno a algum tipo de fuhrer sobre-humano (Hitler, Stálin, Salazar, Franco, Gandhi, De Valera e vários outros modelos) e adotando a teoria dos fins que justificam os meios. Por toda parte, o mundo parece convergir para economias centralizadas, que podem até “funcionar” no sentido econômico do termo, mas que não são democraticamente organizadas, possuindo o pendor a estabelecer um sistema de castas. Acrescente-se a isto o horror do nacionalismo exacerbado e uma tendência à descrença na existência das verdades objetivas, já que todos os fatos têm que se adequar às palavras e profecias de algum fuhrer infalível. Na verdade, em certo sentido, a história já deixou de existir, não havendo mais uma história contemporânea que possa ser universalmente aceita, e as ciências exatas também estarão ameaçadas tão logo não se precise mais do exército para manter a ordem. Hitler pode dizer que os judeus começaram a guerra, e se ele sobreviver, isso passará a ser a história oficial. Mas ele não pode dizer que dois mais dois são cinco, porque para os objetivos, digamos, da balística é preciso que essa soma continue sendo quatro. Mas se o tipo de mundo que eu temo vier a se tornar realidade, um mundo de dois ou três grandes super Estados incapazes de conquistar um ao outro, dois mais dois será cinco se o fuhrer assim o desejar. E é para aí, até onde posso enxergar, que estamos nos movendo de fato, embora, claro, esse processo seja reversível.
No que respeita à comparativa imunidade da Inglaterra e dos Estados Unidos, digam o que disserem os pacifistas etc., ainda não trilhamos o caminho do totalitarismo, o que é um bom sinal. Eu acredito profundamente, o que expliquei em O leão e o unicórnio, no povo inglês e em sua capacidade de centralizar sua economia sem destruir a liberdade no processo. Mas é preciso recordar que a Inglaterra e os Estados Unidos não foram de fato postos à prova, nenhum deles sofreu uma derrota ou perda severa, e que há alguns maus sintomas que podem desequilibrar os bons. Comecemos com a falta de preocupação generalizada com a decadência da democracia. O senhor se dá conta, por exemplo, que na Inglaterra de hoje, ninguém com menos de 26 anos vota e que, pelo que se pode constatar, a grande maioria dos que estão nessa faixa etária não dá a mínima para isso? Acrescente-se que os intelectuais são mais propensos a soluções totalitárias que o vulgo. Os intelectuais ingleses, é verdade, se opuseram majoritariamente a Hitler, mas somente às expensas de aceitar Stálin. A maioria deles está perfeitamente pronta para os procedimentos ditatoriais — polícia secreta, falsificação sistemática da história etc. –, desde que a percepção deles indique que isso esteja “do nosso” lado. Na verdade, a afirmação de que não temos um movimento fascista na Inglaterra significa mais que os jovens, no momento, buscam seu fuhrer em outro lugar. Não é possível assegurar que isso não vá mudar, nem que a gente comum não vá daqui a dez anos pensar como os intelectuais ingleses pensam agora. Eu espero que não, eu chego a acreditar que não vão, mas se for assim, não será sem conflito. Simplesmente afirmar que tudo vai bem, sem identificar alguns sintomas sinistros, apenas ajuda a fazer do totalitarismo uma possibilidade mais próxima.
O senhor também me pergunta se, uma vez que julgo que o mundo está rumando em direção ao fascismo, por que então apoio a guerra. Trata-se de uma escolha entre dois males — creio que toda guerra o é. Eu conheço o imperialismo britânico o suficiente para não o apreciar, mas eu o apoiaria contra os imperialismos nazista e japonês, como o mal menor. Do mesmo modo, eu apoiaria a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas contra a Alemanha, por julgar que a URSS não pode, a um só tempo, fugir do seu passado e manter o suficiente dos ideais originais da Revolução Russa, o que faz dela um fenômeno mais esperançoso que o da Alemanha Nazista. Eu acredito, e é isso o que penso desde que a guerra eclodiu, por volta de 1936, que nossa causa é a melhor, mas que temos que continuar a fazer com que ela evolua, e isso implica um constante exercício crítico.

Sinceramente, seu,
Geo. Orwell
Tradução de Carlos Alberto Bárbaro

terça-feira, 26 de julho de 2016

Liga da Justiça (Justice League). Análise (Review) do trailer


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

O que parecia remoto, finalmente ganhou vida. Anos de espera dos fãs foram compensados por um trailer que espantou os temores da maioria. Liga da Justiça ganhou seu aguardado trailer na San Diego Comic Con e trouxe boas novidades.
O trailer mostra, ao contrário dos quadrinhos, um Batman em busca daqueles que irão se unir a ele contra um poder maior. Inicialmente encontramos Bruce em uma espécie de vilarejo onde questiona o paradeiro do benfeitor deles. Um homem que traz peixes no inverno, um homem que vem do mar. 
A cena acima mostra de quem se trata. Uma versão quase viking do Aquaman, um ser bruto e fortíssimo, capaz de levantar Bruce como se fosse um brinquedo. O encontro entre eles não é dos mais amistosos, porém serve como primeiro contato.
A cena seguinte mostra um artefato sendo enterrado, escondido por homens que vestem roupas medievais. O artefato é uma Caixa Materna e está relacionado a essa busca do Batman por meta-humanos. A preocupação dele quanto a presença de criaturas superpoderosas é perceptível desde Batman v Superman e permanece em Liga da Justiça.
Outro fruto interessante de Batman v Superman é a parceria entre a Mulher-Maravilha e o Batman. Aliás, a química entre a dupla é sensacional e reforça a pertinência das escolhas de Ben Affleck e Gal Gadot para os papéis. Eles são a força motriz que reúne os heróis que formarão a Liga.
O recrutamento prossegue. Bruce encontra (na verdade, invade) o lar de Barry Allen. A conversa flui tranquilamente até que um teste é feito para ver os "reflexos" de Barry. Batman não se surpreende com a agilidade do meta-humano e o convida para se unir a "iniciativa" Liga da Justiça. O convite é aceito. 
O que se destaca nessas cenas é o humor atribuído a Barry. Tal como já vimos na versão animada da Liga da Justiça, o Flash é extremamente divertido e lembra demais o Peter Parker visto em Capitão América: Guerra Civil. 
Coincidência ou não, essa característica irá garantir um tom menos sombrio ao filme, suponho.

Surgem imagens do Cyborg e Flash já caracterizados, além da Mulher-Maravilha e do Batman. O Aquaman aparece para reforçar que ele não será o alvo de piadas que algumas histórias mostraram nos quadrinhos. Será, certamente, o fim do Aquaman da era da Hanna-Barbera.
Segue a imagem do logo da Liga da Justiça e, por fim, um diálogo para brincar com os poderes do Aquaman. Bruce chama-o pelo nome, Arthur Curry, e afirma que ouviu sobre ele falar com peixes. 
A óbvia ausência ficou por conta do Superman. Mas eles jamais fariam um filme da Liga sem ele. Logo, basta ter paciência e aguardar o surgimento do herói. 
Não entendeu o motivo da ausência dele? Então você não assistiu Batman v Superman: a Origem da Justiça. Corre e veja, preferencialmente, a versão estendida para compreender mais, inclusive a importância das Caixas Maternas e o vilão que irá confrontar os integrantes da Liga. Afinal, desde Homem de Aço que os filmes da DC estão interligados.
Agora, assista ao trailer abaixo e curta muito o surgimento da equipe que irá alavancar o universo DC nos cinemas.


O que aconteceu aos pais de Anna e Elsa em Frozen?


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo.

Um recente artigo da Inked (e outros sites) mostrou algumas revelações dos produtores de Frozen que irão chocar os fãs. 
Caso você tenha visto a animação, certamente ficou impactado pela morte dos pais de Anna e Elsa logo no início. O motivo de suas mortes foi um naufrágio, cujo impacto foi ainda maior pela música de fundo e o recebimento da notícia por parte das garotas. Triste...

Mas quando o assunto é Disney e Pixar, sempre há algo para surpreender. Nesse caso, os produtores de Frozen e um dos diretores, Chris Buck, fizeram uma conexão que mudou a concepção de roteiro interligado de muitas pessoas, inclusive eu mesmo.
Buck diz que os pais das meninas não morreram no naufrágio. Na verdade, eles se salvaram e foram parar em uma ilha onde tiveram um filho e construíram uma casa na árvore. Algo familiar? Sim, pois estou falando da trama inicial de Tarzan. Posteriormente, os pais são assassinados por um leopardo e o menino é adotado por gorilas. 
...
Isso mesmo! Segundo essa teoria, Elsa e Anna são irmãs de Tarzan. 
Seria uma virada dramática para dar continuidade à trama com os pais das princesas, mas há alguns pontos controversos.
Tarzan é outro nome para John Clayton III, o Lorde Greystoke, segundo seu criador Edgar Rice Burroughs. Os Greystoke são uma família de aristocratas ingleses, não nobres com títulos como os pais das personagens de Frozen. No livro não há naufrágio e sim um motim que tira os Greystoke da embarcação.
Contudo, essas divergências fazem parte das adaptações. O que mais dificulta a aceitação da teoria que liga Frozen a Tarzan são as fotos dos Greystoke encontrada na casa da árvore.
Veja mais detalhes da foto:
Os pais de Tarzan viajaram e o bebê ou nasceu durante a viagem ou já estava nascido, como mostra o porta-retrato. As roupas também são as de pessoas comuns, não as usadas pela realeza. Eles, relembro, embarcaram em trajes oficiais. Quer ver?
Não há indicações de que a mãe de Anna e Elsa tenha viajado grávida ou com um bebê. Claro, isso pode ser acertado com detalhes como "o bebê já havia nascido e embarcou com uma babá" ou algo do gênero. As roupas também podem (e devem) ser trocadas durante a viagem, mas o visual é bem diferente entre os dois casais.
Dúvidas à parte, o que interessa é a possibilidade de conexão entre os filmes. As nuances geográficas ou visuais podem, caso seja interessante para a Disney e a Pixar, serem acertadas. O fato é que há ligações entre Frozen e Enrolados óbvias. Detalhes que passam despercebidos, mas que dão mais magia às animações dos dois estúdios.
Não viu a Rapunzel e Ryder no casamento da Anna? Então, veja agora:
Bem, seja como for, essa teoria seria um belo desenrolar para os pais das meninas, além de ampliar os horizontes das produções da Disney. Certamente daria um prequel de altíssimo nível mostrar o que aconteceu antes, durante e após o naufrágio.
E então, o que dizem sobre mais essa novidade da Disney?



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Uma boa história deixa marcas: Watchmen.


Por: Franz Lima. Curta nossa fanpage: Apogeu do Abismo

Não há o que discutir. A influência do clássico escrito por Alan Moore e ilustrado por Dave Gibbons é absoluta. Filme, animação, tatuagens, Simpsons, cosplays, pichações, Batman v Superman, brinquedos, camisetas, canecas, bolos, Star Wars, Bob Esponja... são incontáveis os reflexos da saga que está consagrada na história das Histórias em Quadrinhos. Esse é o diferencial entre uma obra que permanecerá no inconsciente coletivo e terá uma longa vida para as que são modismos, cujo destino é o esquecimento. 
As imagens selecionadas servem para dar força às palavras. Watchmen é patrimônio da humanidade por sua linguagem crua, narrativa impecável e uma trama que ditou regras para as que se seguiram...
Who Watches the Watchmen?

















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